quinta-feira, 30 de maio de 2013

Crítica: Barbaba (2012)


Escolhido para representar a Alemanha no prêmio de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2013 (não chegou entre os 5 finalistas), Barbara (Barbara) peca no ritmo, nas atuações, no roteiro e na trilha sonora (não existente).




Estamos na Alemanha Oriental, em pleno período do regime comunista. Bárbara é uma médica que é enviada de Berlim para um hospital do interior sem motivo aparente, após ter o visto para sair do país negado. Enquanto espera a chance de fugir com o namorado, que mora no lado ocidental, ela passa os dias cuidando dos jovens internados no hospital, criando um vínculo com cada um deles, principalmente com a jovem Stella.

A personagem é extremamente fechada e fria com todos os adultos do local, menos com André, um jovem médico com quem ela acaba adquirindo confiança. Porém, mesmo confiando em André, ela vive com medo de que ele possa ser alguém disfarçado que está cuidando seus passos.




A questão é a seguinte: Barbara está fugindo de quem? E porque? Se alguém conseguiu entender a resposta dessas duas perguntas assistindo o filme, por favor comente abaixo, porque eu não consegui. Além do filme ser monótono, com diálogos pouco explicativos e sem nenhuma espécie de trilha sonora, o diretor se mostra um péssimo "contador de histórias".

Por fim, Barbaba é o tipo de filme que você obrigatoriamente precisa ler a sinopse antes de assistir, já que o diretor não faz questão nenhuma de explicar absolutamente nada. O filme é extremamente plano, sem nenhuma espécie de clímax, começando e terminando do mesmo jeito, o que faz com que seja um filme fácil de ser esquecido após o final (se você tiver paciência de chegar até lá).


Estreias da Semana (30/05 a 06/06)

Em número diminuto, se comparado com as últimas semanas, entram em cartaz nesse final de semana cinco novos filmes nos cinemas brasileiros.

Devido ao feriado no país, alguns deles já estrearam nessa quinta-feira, como é o caso de Faroeste Caboclo. O longa nacional, dirigido por René Sampaio, é baseado na letra icônica do grupo Legião Urbana e traz todos os principais personagens citados na letra, como João de Santo Cristo, Maria Lúcia, Jeremias, Pablo, entre outros. A crítica se divide entre os que amaram e os que odiaram, mas sem dúvida é um filme que vale a pena por toda história que essa música possui.

Na sexta-feira, estreia a terceira e última parte da saga de comédia Se Beber Não Case, do diretor Todd Philips. A comédia é uma das mais elogiadas dos últimos tempos, mas vem sofrendo duras críticas com sua finaleira. Ainda dos Estados Unidos, estreia A Fuga do Planeta Terra, comédia de animação para a criançada.

Da Europa, estreiam dois filmes franceses: Três Mundos, novo filme da diretora Catherine Corsini, e a comédia Camille Outra Vez. Confira abaixo cada um dos citados, com seus devidos trailers e ficha técnica.

                                                    Faroeste Caboclo

João (Fabrício Boliviera) deixa a cidade de Santo Cristo em busca de uma vida melhor em Brasília. Lá, conta com ajuda do primo e traficante Pablo (César Troncoso), com quem passa a trabalhar. O jovem acaba se envolvendo com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo que mantém o emprego de carpinteiro. Em meio a tudo isso, João conhece Maria Lúcia (Ísis Valverde), por quem se apaixona loucamente. Mas uma guerra com o playboy e traficante Jeremias (Felipe Abibi) ameaça pôr tudo a perder.

Faroeste Caboclo, Brasil, 2013.
Direção: René Sampaio
Duração: 105 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
Assista o trailer aqui.

                                            Se Beber Não Case! Parte III

Alan (Zach Galifianakis) está deprimido devido à morte de seu pai. Preocupado com o cunhado, Doug (Justin Bartha) sugere que ele vá até um lugar chamado New Horizons, que pode torná-lo um novo homem. Alan aceita, e é o início de uma nova viagem do quarteto de amigos que ainda conta com Phil (Bradley Cooper) e Stu (Ed Helms).

The Hangover Part III, Estados Unidos, 2013.
Direção: Todd Philips
Duração: 100 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia
Assista o trailer aqui.

                                              A Fuga do Planeta Terra

Scorch Supernova é um herói interplanetário bastante conhecido, já que seus feitos costumam ser televisionados para todo planeta Babum. Isso o torna uma lenda entre as crianças. Namorando a bela repórter Gabby Tagarela, e tendo o sobrinho Kip como fça número um, Scorch tem sua vida alterada ao ser enviado em uma missão no planeta proibido, conhecido como Terra.

Escape From Planet Earth, Estados Unidos, 2013.
Direção: Callan Brunker
Duração: 89 minutos
Classificação: livre
Animação/Aventura/Comédia
Assista o trailer aqui.


Três Mundos


Al é um jovem bem sucedido que está prestes a se casar com a filha do seu patrão e ir para um cargo maior na concessionária de carros em que trabalha. Uma noite, voltando de sua despedida de solteiro e dirigindo bêbado, ele acaba atropelando um estranho. Sobre pressão dos amigos de infância que estavam com ele, ele acaba não prestando socorro à vítima e com o passar dos dias se vê cada vez mais agoniado com seu ato covarde.

Trois Mondes, França, 2012.
Direção: Catherine Corsini
Duração: 101 minutos
Classificação: N/C
Drama/Policial
Assista o trailer aqui.

Camille Outra Vez


Camille, uma adolescente de 16 anos, conhece um garoto chamado Eric por quem se apaixona perdidamente. Ela engravida e da à luz a uma menina, fruto do romance dos dois. 25 anos depois, Eric a troca por outra mulher mais nova, e Camille mergulha nas lembranças do passado.

Camille Redouble, França, 2012.
Direção: Noémie Lvovsky
Duração: 115 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia
Assista o trailer aqui.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Crítica: Uma Primavera com Minha Mãe (2012)


Uma pequena obra-prima sobre as relações humanas, dessa vez entre mãe e filho. Filmes como Algumas Horas de Primavera (Quelques Heures de Printemps), do diretor Stéphane Brizé, provam que ainda há espaço para filmes feitos com alma e originalidade. 




Alain é um homem de 48 anos que acaba de sair da prisão depois de um ano e meio. Ele trabalhava como motorista de caminhão em uma empresa, e foi preso na fronteira do país por estar carregando objetos contrabandeados a mando do seu chefe.


Por não ter um lugar para ficar, e não conseguir emprego facilmente por conta da sua ficha suja, Alain acaba tendo que ir morar na casa da mãe viúva, com quem a relação não é das melhores. O diretor nos faz até criar uma certa antipatia pelo personagem, pelo jeito que ele trata sua mãe, mas depois conseguimos compreender com o tempo o porque de tudo isso.


A mãe, que ganha vida de forma impecável nas mãos da atriz Hélène Vincent, está cada vez pior de saúde por conta de um tumor no cérebro. Alain descobre que ela andou pesquisando e até entrando em contato com um associação na Suiça (onde a Eutanásia é permitida) para obter um suicídio assistido e assim evitar um sofrimento maior. Enquanto espera decidir o que fazer, ela passa os dias na companhia do amigo e vizinho Lalouette.




O ritmo do filme é extremamente lento, mas nem um pouco cansativo, e trata de um assunto duríssimo para nós humanos da forma que só mesmo filmes europeus conseguem tratar. Aliás, a atmosfera lembra muito o também impactante Amor (Amour), do Michael Haneke, pela forma doce e ao mesmo tempo fria com que os fatos são mostrados.


No fundo, mãe e filho não passam de dois orgulhosos. Quando Alain arruma um emprego em um galpão de reciclagem e resolve sair da casa, a mãe chega a envenenar o cachorro da família, na esperança de que o filho voltasse a morar na casa para cuidar do animal. Por mais antiético e imoral que a atitude tenha sido, o truque deu certo.


Ele volta então a morar com a mãe, enquanto ela está cada vez mais decidida a ir em frente com o programa suiço. Nesse ínterim, surge até uma possibilidade de romance na vida de Alain, que acaba não dando certo por sua personalidade forte ser maior do que tudo.



A cena final é daquelas de deixar o espectador sem fôlego. Diria mais, é uma cena que deixa o coração pesado, apertado, dolorido. Desmoronamos sem precisar que seja dito uma única palavra. Nesse caso a imagem fala por si só, e como fala.


Algumas Horas de Primavera é um filme competente, com ótimas atuações, ótimo roteiro, ótima fotografia, e ótima direção. Algo a criticar? Absolutamente nada. É difícil assistir filmes assim hoje em dia, e é por isso que esse filme precisa ser divulgado e recomendado com fervor.


domingo, 26 de maio de 2013

Os vencedores do Festival de Cannes 2013

Chegou ao fim nesse domingo a 66ª edição do famoso Festival de Cannes, que teve início no dia 15 de maio na Riviera Francesa.


O francês Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d’Adèle – Chapitres 1 et 2), do diretor Abdellatif Kechiche, foi o grande vencedor da Palma de Ouro, o principal prêmio do festival. O drama polêmico narra o despertar sexual de duas garotas que se apaixonam uma pela outra, e é uma adaptação da história em quadrinhos “Le Bleu est une Couleur Chaude”.


Já o Grand Prix, segundo troféu mais importante da premiação, ficou com Inside Llewin Davis, dos irmãos Ethan e Joel Coen. Na categoria de melhor diretor, o mexicano Amat Escalante levou o prêmio por seu Heli, filme polêmico que mostra sem pudores todos os estragos causados pelo narcotráfico no seu país natal. Os prêmios de melhores performances femininas e masculinas respectivamente ficaram com Bérènice Bejo por Lé Passe e Bruce Dern por Nebraska.


A edição desse ano teve ainda o experiente diretor Steven Spielberg como presidente do júri, além de contar com as presenças ilustres de Nicole Kidman e Christoph Waltz. Confira abaixo a lista completa dos vencedores:



Kechiche recebendo o prêmio principal bem acompanhado das atrizes
do seu filme A Vida de Àdele.


Palma de Ouro
- La Vie d’Adele, de Abdellatif Kechiche (França)
Grand Prix
- Inside Llewyn Davis, de Joel e Ethan Coen (Estados Unidos)
Melhor Ator
- Bruce Dern, por Nebraska (Estados Unidos)
Melhor Atriz
- Bérénice Bejo, de Le Passé (França/Itália)
Prêmio do Júri
- Like Father, Like Son, de Hirokazu Kore-Eda (Japão)
Melhor Diretor
- Heli, de Amat Escalante (México)
Melhor Roteiro
- Jia Zhangke, de A Touch of Sin (China)
Câmera d’Or
- Ilo Ilo, de Anthony Chen (Cingapura)
Melhor Curta-Metragem
- Safe, de Moon Byoung-Gon (Coreia do Sul)

Crítica: Chamada de Emergência (2013)



"911, qual sua emergência?". Ao falar essa frase, o profissional do serviço de emergência dos Estados Unidos deve estar preparado para ouvir de tudo, desde o sumiço de um cachorrinho de estimação até o mais cruel dos crimes, e essa pressão não deve ser nada fácil de suportar.



Em Chamada de Emergência (The Call), Jordan (Halle Berry) é uma dessas operadoras de chamadas. Em um dos seus atendimentos rotineiros, ela acaba recebendo a ligação de uma garota desesperada dizendo que sua casa foi invadida. Jordan a auxilia, mas por conta de um pequeno erro tudo acaba dando errado, e ela fica com isso na cabeça por anos.

Seis meses depois do ocorrido, Jordan está novamente na central de chamadas dando um treinamento aos novos atendentes e acaba tendo que pegar uma ligação por acaso. Do outro lado da linha está uma jovem apavorada, que diz estar presa no porta-malas de um carro depois de ter sido raptada num shopping local.



A partir daí, Jordan passa a reunir toda a equipe de policiais locais e a medir o máximo de esforços, na tentativa de rastrear o carro e prender o sequestrador. O ritmo do filme é frenético, o espectador mal tem tempo de respirar ou olhar pro lado. Tudo acontece rápido, mas não de forma atropelada. 

Infelizmente, o final deixa a desejar e acaba debilitando todo o trabalho inicial. Se pararmos para analisar tecnicamente, nos últimos 30 minutos percebemos uma avalanche de clichês que até então não haviam surgido na estória, com direito a um quase surreal e absurdo desfecho.




Chamada de Emergência é o típico filme que começa promissor, cambaleia no meio, e desanda ladeira abaixo no fim. Não é uma perda de tempo, mas também não é uma obra que eu veria uma segunda vez. Faltou originalidade.

Recomendação de Filme #18

Minhas Tardes com Margueritte (Jean Becker) - 2010

Depois do amor, a amizade talvez seja a relação humana mais mencionada ao longo de toda existência do cinema. A relação mostrada nesse filme, porém, poucas vezes foi vista, tanto na tela como na vida real. Vai muito além da simples amizade, é algo inexplicável e incomensurável.


O experiente Gérard Depardieu interpreta Germain, um homem simples e de pouca instrução intelectual, que vive de fazer bicos e mora em um trailer nos fundos da casa de sua mãe, uma mulher problemática, com quem tem uma convivência conturbada.

Apesar de ser ignorante, e passar a vida ouvindo piadas de mal gosto dos colegas, Germain possui um enorme coração. Por um mero acaso ele conhece Margueritte (Gisèle Casadesus), uma simpática velhinha apaixonada por livros, com quem cria uma relação pura de companheirismo.


Em um banco de jardim, enquanto alimentam pombos, os dois amenizam sua solidão conversando sobre literatura e coisas da vida. Margueritte passa a ler para Germain, principalmente a obra A Peste ,do escritor Albert Camus. 

Um acaba complementando o outro mesmo com a enorme diferença de idade. Germain com seu prazer em aprender e Margueritte com seu prazer em viver, formam uma dupla incomum mas apaixonante. É um filme emocionante, com pequenas pitadas de humor, principalmente quando Germain passa a imaginar na mente as estórias que Margueritte lhe conta (mostradas de excelentre forma pelo diretor, com recurso em preto e branco).



Dirigido com simplicidade, Minhas Tardes com Margueritte é um filme simpático, doce e terno sobre a beleza que há nas relações humanas. Sem ser nem um pouco piegas, é uma estória de amor sem "eu te amo", como ressalta o poema declamado no final pelo próprio Germán.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Crítica: Lore (2012)



Arrebatador. Essa é a melhor definição que encontrei para descrever Lore (Lore), co-produção entre o cinema alemão e o cinema australiano, que mostra a segunda guerra mundial sobre um novo e original ponto de vista.




Não espere algo já manjado em filmes do gênero, como a luta pela vida nos campos de concentração ou batalhas sanguinárias sobre os desmandos de Hitler e seus aliados. O filme foca justamente no período pós-guerra, sobretudo nas marcas que o conflito deixou na população.

Lore, que dá nome ao filme, é filha de pais filiados ao partido de Hitler e fortemente envolvidos com seus ideias. Quando Hitler é morto e a guerra chega ao fim, a Alemanha é tomada pelos rivais americanos e soviéticos. Os pais de Lore a "abandonam", deixando-a responsável pelo cuidado de seus quatro irmãos mais novos, entre eles um bebê de colo. A jovem precisa atravessar o país em busca de refúgio na casa da avó, mas até chegar lá, muitas coisas acontecem pelo caminho. 



Com uma fotografia impecável, e cenas abertamente reflexivas, o filme mostra todo o trauma psicológico que tomou conta do país e de seus habitantes após a guerra, principalmente aqueles que não estavam de lado nenhum, e viveram dentro de suas casas o período inteiro. Eles passam a observar incrédulos a verdade por trás do mandato de Hitler, e alguns até não acreditam, e preferem achar que as fotos do massacre judeu não passam de "montagem" do exército americano.

Aliás, a estória foge daquela linha do alemão nazista vilão e do judeu como vítima. Obviamente que isso fica subtendido por tudo que pré-sabemos da história, mas o que o filme nos mostra é justamente a parte da população alemã inocente, que nada tinha a ver com o que estava acontecendo, mas que sofreu tanto quanto quem era responsável.




Para Lore, a peregrinação não passa de uma experiência perturbadora. Ensinada desde pequena a não gostar de judeus e a assistir passivamente à guerra, a menina mostra bem o lado dito antes: das pessoas que não sabiam de nada do que estava acontecendo no país, principalmente nos campos de concentração. Isso se intensifica quando Lore conhece Thomas, refugiado de um campo, que acompanha ela e seus irmãos por um bom pedaço do trajeto.

Acaba nascendo um sentimento incomum entre os dois, de amor e medo. Lore está tão atordoada com as novas descobertas que surgiram ao sair das quatro paredes de sua casa, que não sabe mais em quem confiar, muito menos o que deve fazer. Ela só tem uma causa a seguir: levar os irmãos a salvo até o destino final.



Um filme altamente recomendado, cruel e verdadeiro, do tipo que deixa o espectador boquiaberto ao chegar no fim. Um trabalho convincente e corajoso, que merece todos os aplausos e elogios possíveis.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Estreias da Semana (24/05 a 30/05)

Essa sexta-feira é marcada pela estreia da sexta produção da franquia milionária Velozes e Furiosos, que conta novamente com Vin Diesel e Paul Walker como "atores chefe". O filme será uma continuação da estória mostrada no quinto, rodada na cidade do Rio de Janeiro. Ainda dos Estados Unidos, estreia o mais novo filme do ator e diretor Robert Redford, Sem Proteção.

Da Europa, mais precisamente do cinema francês, estreia A Datilógrafa, uma comédia leve no melhor estilo das comédias vindas do país. Da turquia, temos Era Uma Vez na Anatólia, uma super produção de 2 horas e meia sobre a misteriosa procura de um corpo.

No âmbito nacional, estreia o novo filme do ator João Miguel (O novo Wagner Moura do cinema nacional), Bonitinha Mas Ordinária, que ainda conta com a presença da atriz Leandra Leal.

Enfim, segue a lista completa abaixo. Agora é só se programar e correr ao cinema mais próximo.

                                                   Velozes e Furiosos 6

Desde que o golpe de Dom (Vin Diesel) e Brian (Paul Walker) no Rio de Janeiro deixou o grupo com US$100 milhões, os heróis se espalharam pelo globo. Mas a incapacidade de voltar para casa e viver em um lar tornou suas vidas incompletas. Enquanto isso, Jobbs (Dwayne Johnson) esteve perseguindo uma organização de mercenários sobre rodas, um grupo de homens cruéis divididos em 12 países, cujo mentor (Luke Evans) tem ajuda da destemida Letty (Michelle Rodriguez), a antiga namorada de Dom, que ele acreditava estar morta.

Fast & Furious 6, Estados Unidos, 2013.
Direção: Justin Lin
Duração: 130 minutos
Classificação: 14 anos
Ação/Suspense

                                                       Sem Proteção

Jim Grant (Robert Redford) é um advogado de direitos civis e pai solteiro. Quando o jovem repórter Ben Shepard (Shia LaBeouf) expõe sua verdadeira identidade, ele precisa partir imediatamente. Revelado como um ativista fugitivo procurado por assassinato, Jim começa uma jornada para limpar o seu nome, mas vai precisar escapar da caçada policial que está no seu encalço.

The Company You Keep, Estados Unidos, 2012.
Direção: Robert Redford
Duração: 121 minutos
Classificação: 12 anos
Ação/Suspense
Assista o trailer aqui.

                                                       A Datilógrafa

Aos 21 anos de idade, Rose Pamphule (Déborah François) mora com seu pai e está prestes a casar com o pacífico filho de um garagista. Ela poderia virar uma dona de casa, mas a jovem tem planos mais ambiciosos. Ela sai de sua cidade e tenta um emprego de datilógrafa no escritório de seguros de Louis (Romain Duris). Mesmo suas habilidades como secretária sendo fraquíssimas, o homem fica impressionado com a velocidade com a qual Rose consegue digitar. Logo o espírito competidor de Louis se desperta: ele decide aceitar Rose como sua secretária, contanto que ela treine para participar da competição de datilógrafa mais rápida do país.

Populaire, França, 2012.
Direção: Régis Roinsard
Duração: 111 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia
Assista o trailer aqui.

Era Uma Vez na Anatólia

Nos arredores rurais da cidade turca de Keskin, localizada na região de Anatólia, um médico e um promotor acompanham noite a dentro a polícia e um suspeito na busca de um corpo enterrado nas estepes.

Bir Zamanlar Anadolu'da, Turquia, 2013.
Direção: Nuri Bilge Ceylan
Duração: 150 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
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                                                           Artigas

No ano de 1884, um ditador uruguaio obriga o famoso pintor Juan Manuel Blanes a fazer um retrato do libertador José Artigas, o homem que liderou um exército popular no interior do país. O artista utiliza um esboço de 1811, realizado pelo espião espanhol Guzmán Larra, para começar sua obra. Setenta anos antes, Larra havia sido contratado para acabar com a vida de Artigas e acabou testemunhando os anseios de seus oito mil companheiros. Os destinos desses três homens se cruzam, mudando a vida de cada um deles e do povo uruguaio.

La Redota - Una Historia de Artigas, Uruguai, 2013.
Direção: César Charlone
Duração: 118 minutos
Classificação: 14 anos
Drama
Assista o trailer aqui.

                                               Bonitinha, Mas Ordinária

Edgard (João Miguel) trabalha como subalterno na empresa do milionário Werneck (Gracindo Junior) e é apaixonado por Ritinha (Leandra Leal), uma mulher simples que trabalha como professora para sustentar a mãe e suas três irmãs. Um dia Peixoto (Leon Góes), genro e funcionário de Werneck, lhe faz uma proposta para que se case com Maria Cecília (Letícia Colin), filha do patrão. O motivo é que Maria Cecília foi currada e agora precisa de um noivo, mesmo que seja comprado. Edgard hesita, mas aceita a proposta. A partir de então ele entra em uma grande dúvida: deve depositar o cheque e se casar com Maria Cecília ou ficar com Ritinha, seu grande amor?

Bonitinha, mas Ordinária, Brasil, 2013.
Direção: Moacyr Góes
Duração: 90 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
Assista o trailer aqui.

Pra Lá do Mundo

Em uma região próxima da Chapada Diamantina, vive um grupo formado por pessoas de diversas nacionalidades, que têm um objetivo em comum: fugir da vida materialista e capitalista das grandes cidades. Este documentário analisa este lugar deslumbrante, mostrando a rotina destas pessoas e os limites desta prática ideológica.

Pra Lá do Mundo, Brasil, 2013.
Direção: Roberto Studart
Duração: 78 minutos
Classificação:
Documentário
Assista o trailer aqui.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Crítica: Um Alguém Apaixonado (2012)


O nome pode até enganar, mas apesar de envolver amor, paixão e ciúmes, Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love) não se trata de um romance. Na verdade, não dá para indicar um gênero específico para o filme, pois ele engloba na verdade um pouco de tudo.


A trama gira em torno de Akiko (Rin Takanashi), uma universitária que complementa sua renda fazendo programas. Em uma noite comum ela é enviada para atender um professor de sociologia aposentado, o gentil Takashi (Tadashi Okuno), que acaba se transformando em uma figura importante para o seu futuro.

Akiko é noiva de Noriaki (Ryo Kase), um mecânico que não sabe nada da sua vida paralela, mas possui desconfianças e sofre de uma forte insegurança. O personagem, bem interpretado, vive uma angústia por conta de seu ciúme exagerado (ou sexto sentido, a quem preferir).


O filme é rodado em um ritmo extremamente lento, dando foco aos diálogos. Em alguns casos isso funciona, mas aqui ficou cansativo. O curioso é que o filme é filmado no Japão, com atores japoneses falando a língua deles, enquanto o diretor é Iraniano e não fala uma palavra do idioma oriental. Fica a pergunta: como foi que se entenderam? É no mínimo curioso de se pensar.

As atuações são consistentes, mas ficou um ar de "ok, mas e daí?" quando o filme terminou. Além disso, em momento algum é explicado o que cada personagem é, já que eles aparecem abruptamente sem uma apresentação plausível. Se eu não tivesse lido a sinopse antes, provavelmente não teria sacado metade do que saquei durante o filme.


Enfim, o cinema oriental já nos presenteou com inúmeras obras interessantes, mas essa passou longe do padrão de qualidade vindo de lá. Um filme confuso, monótono, e porque não dizer, desnecessário.


domingo, 19 de maio de 2013

Recomendação de Filme #17

                               A Língua das Mariposas (José Luis Cuerda) - 1999

A guerra vista sob a perspectiva e o olhar de uma criança. A Língua das Mariposas (La Lengua de Las Mariposas), filme espanhol de 1999, é um dos mais belos e tocantes que tive o prazer de assistir até então.



A trama conta a estória de Monzo, um garoto tímido de 7 anos que vive a expectativa de estar indo para a escola pela primeira vez. Ansioso para o primeiro dia, depois das coisas amedrontadoras que o irmão mais velho contou a ele para assustá-lo, o garoto não consegue nem dormir na véspera.

Porém, ao adentrar na sala de aula, Monzo cria logo no início uma enorme admiração pelo experiente professor Don Gregório, que resulta em uma forte amizade entre o mestre e a criança. Graças a essa amizade, a escola se torna para Monzo um ambiente de prazer, e o garoto começa a frequentar as aulas com entusiasmo e sem o medo que tinha no primeiro momento.


São nas aulas de Don Gregório que Monzo aprende um mundo novo, completamente desconhecido. O professor leva os alunos para fora da sala de aula, ensinando-os a admirar a natureza e a explorar seus segredos. Além disso, é também pelas mãos do mestre que Moncho descobre a magia da literatura, ao receber de presente o romance "A Ilha do Tesouro", de Robert Louis Stevenson.

Essa é a principal marca do filme no seu começo: a tentativa de mostrar que a aprendizagem pode sim se tornar uma fonte de prazer, sendo ela feita com liberdade e boa convivência. A partir de então, porém, vemos uma mudança de foco e o filme passa a mostrar o quadro social e político de uma Espanha às vésperas da ascensão do fascismo de Franco. Com invasões do governo fascista e a perseguição violenta contra comunistas e simpatizantes da esquerda, o garoto vê o mundo em contradição com os ideais de liberdade que seu mestre sempre lhe ensinou.


A Língua das Mariposas é um filme de guerra, mas sem armas, exércitos ou tanques. Fala de algo muito mais devastador em um conflito, que é a falta de confiança entre amigos de lados opostos, a perda da inocência, e os sentimentos que são envolvidos em um conflito.

sábado, 18 de maio de 2013

Crítica: O Homem Sem Passado (2001)


É impressionante parar para analisar o número de prêmios que O Homem Sem Passado (Miles Vailla Menneisyyta) ganhou após seu lançamento. Só no festival de Cannes em 2002, o filme levou o prêmio máximo do júri de melhor filme, e o de melhor atriz para Kati Outinen. Além disso, ainda foi indicado ao Oscar de filme estrangeiro representando a Finlândia, entre outros festivais pelo mundo afora. Esse número não impressiona por que o filme não merecia tudo isso, mas sim, porque são poucos os filmes oriundos do país nórdico que conseguem fazer tanto barulho no circuito internacional como esse conseguiu.




A trama "Kafkaniana" conta a estória de um homem que perde a memória depois de ser assaltado e violentamente espancado após desembarcar de um trem em Helsinki. Não há testemunhas no ato, e ele acorda na cama de um hospital onde algumas horas depois é dado como morto pelos médicos.


Ele consegue se recuperar e fugir do local, mas não lembra nada da sua vida antes do ocorrido, nem mesmo o próprio nome. Auxiliado por um casal de moradores de rua, ele acaba indo morar em um contêiner e começa a se enquadrar na vida da cidade mesmo sem ter um nome.




Em um filme onde o personagem principal perde a memória logo nos primeiros minutos, é de se imaginar que o resto da história será reservada para uma saga de auto-conhecimento do mesmo. Mas nesse filme, o diretor acertadamente puxa mais para o lado cômico, com toques quase surreais, onde nenhuma cena consegue ser previsível.


Ao invés de correr atrás da vida passada, o homem resolve simplesmente deixar pra lá e iniciar tudo do zero. É onde ele acaba tendo experiências novas, como a descoberta do amor, até sua vida passada retornar subitamente.  É uma estória "non-sense", que não se encaixa em nenhum gênero pré-existente, e que não deve agradar a qualquer um que assista. Mas para mim, é um dos mais bacanas que vi nos últimos tempos. Um filme super original e de uma qualidade surpreendente.