quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Estreias da Semana (30/08 a 05/09)

Oito filmes estreiam nessa sexta-feira em todo Brasil, e dessa vez são as comédias que dominam a lista dos mais esperados. 

O Casamento do Ano (The Big Wedding), dirigido por Justin Zackham, traz um elenco com nomes de peso como Robert De Niro, Diane Keaton, Amanda Seyfried, Susan Sarandon e Robin Williams, e mostra todas as confusões que um casamento inesperado pode trazer a família dos noivos. Ainda do gênero, estreia Os Estagiários (The Internship), com Owen Wilson e Vince Vaughin, sobre dois homens de meia-idade que conseguem estágio no Google, mesmo sem entender nada de computadores.

Da europa, estreia o francês O Verão de Skylab (Le Skylab), sobre as lembranças que uma reunião de família pode trazer após anos de distanciamento. De Portugal, estreia O Estranho Caso de Angélica, do diretor Manoel de Oliveira, que com 104 anos de idade ainda mostra estar com a mente ativa para filmar, o que de fato emociona a todos os amantes da arte.

Para finalizar, do Brasil estreiam três novos filmes, e o destaque fica por conta da comédia Se Puder.. Dirija!, estrelada por Luis Fernando Guimarães, e que ainda conta com a participação de outros nomes conhecidos do cenário televisivo. Enfim, confira abaixo a lista completa:



O Casamento do Ano

Missy (Amanda Seyfried) e Alejandro (Ben Barnes) se conhecem desde pequenos e estão prestes a casar. Alejandro, que é adotado, fica feliz com a notícia de que sua mãe biológica irá ao seu casamento. Porém, ela é muito religiosa, e não acredita no divórcio. Com isso, os seus pais adotivos (Robert De Niro e Diane Keaton), separados há anos, precisam fingir que vivem juntos e felizes.

The Big Wedding, Estados Unidos, 2013.
Direção: Justin Zackham
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia
Assista o trailer aqui.

Os Estagiários

Após serem demitidos, dois homens na casa dos 40 anos de idade (Vince Vaughn e Owen Wilson) começam a procurar novas alternativas de trabalho. Apesar de não conhecerem nada de mídias digitais, eles são contratados como estagiários da sede do Google, onde devem conviver com colegas vinte anos mais novos que eles.

The Internship, Estados Unidos, 2013.
Direção: Shawn Levy
Duração: 120 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia
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O Verão do Skylab

Durante o aniversário de uma bisavó, toda a família se reúne na Bretanha. A festa marca o encontro entre pessoas que não se encontravam há anos, cada um com uma singularidade. Enquanto isso, a televisão anuncia a passagem do Skylab nos céus, um enorme satélite que pode se chocar com a terra.

Le Skylab, França, 2013.
Direção: Julie Delpy
Duração: 113 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia
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Aconteceu em Saint-Tropez


Os irmãos Roni (Kad Merad) e Zef (Eric Elmosnino) se detestam. Muitas brigas acontecem entre os dois, seja por causa de trabalho, mulheres ou mesmo religião. A situação piora quando Roni decide casar sua filha no mesmo dia em que Zef enterra sua esposa. A partir de então, uma série de eventos caóticos tiram a família dos eixos, ao mesmo tempo em que geram uma história de amor.

Des Gens Qui S'Embrassent, França, 2013.
Direção: Danièle Thompson
Duração: 100 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia/Romance
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O Estranho Caso de Angélica

Na Portugal da década de 1950, o fotógrafo Isaac (Ricardo Trêpa) vai a região do Douro para documentar antigos métodos de trabalho nas vinhas. Hospedado em uma pequena pensão, ele é subitamente acordado à noite após fotografar o corpo de Angélica (Pilar López de Ayala), uma linda moça que acabara de falecer.

O Estranho Caso de Angélica, Portugal, 2013.
Direção: Manoel de Oliveira
Duração: 95 minutos
Classificação: 10 anos
Drama
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Se Puder... Dirija!

João (Luis Fernando Guimarães) trabalha como manobrista de estacionamento, e se afasta cada vez mais do filho Quinho, depois de se separar da esposa Ana (Lavínia Vlasak). Ele tenta reverter a situação prometendo à Ana passar um dia especial ao lado do filho. Para isso, pega "emprestado" o carro de uma fiel cliente, que acaba resultando em uma complicada aventura.

Se Puder... Dirija!, Brasil, 2013.
Direção: Paulo Fontenelle
Duração: 84 minutos
Classificação: livre
Comédia
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No Lugar Errado

Quatro grandes amigos se reúnem após um longo período de tempo separados, e após alguns drinks e conversas, fatos incômodos sobre as relações deles começam a surgir.

No Lugar Errado, Brasil, 2013.
Direção: Guto Parente / Luiz Pretti / Ricardo Pretti / Pedro Diógenes
Duração: 70 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
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Boa Sorte, Meu Amor


Dirceu (Vinícius Zinn) tem 30 anos e vem de uma família de aristocratas do sertão nordestino. Ele trabalha em uma empresa de demolição, ajudando nas diversas transformações que a cidade de Recife tem passado nos últimos anos. Ao encontrar Maria (Christiana Ubach), uma estudante de música, ele passa a sentir urgência por mudanças na sua vida.

Boa Sorte, Meu Amor, Brasil, 2013.
Direção: Daniel Aragão
Duração: 95 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
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domingo, 25 de agosto de 2013

Crítica: A Busca (2013)


Infelizmente somos acostumados a ver, cada vez mais, filmes nacionais absurdos e muito mal feitos sendo lançados por aqui, e o pior, levando boa parte da população aos cinemas. Por tudo isso, poucos momentos cinematográficos me deixam tão contente quanto assistir um filme de qualidade feito em solo brasileiro, e olha que não são poucos. Com A Busca, filme dirigido por Luciano Moura, tive essa sensação.


A trama acompanha a vida de Theo Gadelha (Wagner Moura), um médico e pai de família que de um dia para o outro vê sua vida ruir com o pedido de divórcio da esposa, Branca (Mariana Lima). No meio de tudo isso está o filho do casal, o adolescente Pedro (Brás Antunes), de apenas 15 anos. Theo tenta uma reaproximação, mas a posição de Branca é definitiva. Ele passa então a ver o filho só quando visita a casa onde ele fica morando com a mãe, mas claramente não é bem-vindo. 

Para amenizar o sofrimento do filho, que fica bastante transtornado com as mudanças, Theo decide mandá-lo para um intercâmbio, na esperança de que até sua volta, as coisas estejam resolvidas. Porém, Pedro não aceita ir, e numa atitude impulsiva, resolve fugir de casa anunciando que vai viajar com um amigo.


Ao perceberem que ele não volta pra casa após o prazo estabelecido, os pais descobrem que na verdade não havia viagem nenhuma. Theo inicia então uma busca para saber o verdadeiro paradeiro do garoto. Reunindo pistas com pessoas que dizem terem visto o garoto, ele acaba atravessando dois estados para enfim chegar ao reencontro final.

Na viagem, Theo passa a rever alguns valores, numa verdadeira trajetória de auto-conhecimento entre vilarejos pobres do interior do Brasil. Além do mais, aos poucos, ele passa a descobrir coisas do filho que antes ele não fazia ideia. Essa é a grande lição levantada pelo filme, ao trazer uma gritante crítica aos pais e filhos que pouco se conhecem mesmo vivendo diariamente debaixo do mesmo teto.


A atuação de Wagner Moura é como sempre marcante. A fotografia é belíssima, a trilha sonora mais ainda, e o enredo é muito bem montado. É interessante perceber que cada personagem que aparece no caminho de Theo tem algo a mostrar, e uma história interessante para contar. Os diálogos são simples, mas não óbvios.

Por fim, A Busca é uma experiência bacana, de um filme nem um pouco forçado, que não tenta ser o que não é. Há, com certeza, alguns pontos negativos, mas que de tão pequenos, passam a ser insignificantes perto do bom resultado final. Uma luz no fim do túnel do cinema nacional é acendida a cada filme como esse. Vale a pena!

Recomendação de Filme #31

Vermelho Como o Céu (Cristiano Bortone) - 2006


Sensível e emocionante, como todo bom drama italiano. É assim que começo a descrever Vermelho Como o Céu (Rosso Come il Cielo), único longa-metragem da carreira do diretor Cristiano Bortone, conhecido principalmente pela sua carreira televisa no país da bota.

O enredo conta a história real de Mirco (Luca Capriotti), um garoto alegre de 10 anos que adora cinema e vive numa pequena cidade italiana, nas proximidades de Pisa. Por conta de um acidente doméstico com a arma do pai, ele acaba perdendo a visão, tendo de frequentar um colégio especial para deficientes visuais em Gênova, ficando longe do convívio com os pais e com os antigos amigos.

Seguindo regras rígidas e contando com uma ideologia atrasada, a escola inibe os alunos de pensarem por si só, deixando evidente a ideia de que, por serem cegas, as crianças não tem condições de ter uma vida decente e conjunta com o restante das pessoas.



A partir de então, o filme passa a mostrar a estória de superação do garoto, através de um enredo lírico e poético, feito com maestria por Bortone. Como a trama é ambientada em um dos momentos políticos mais interessantes na Itália, obviamente que seria abordado o autoritarismo,  personificado na figura do diretor da escola, um homem amargo (também cego) que não acredita na capacidade criativa dos deficientes como ele.

Mirco cresce, e aos poucos é obrigado a se adaptar com a escuridão. Porém, sua paixão pelo cinema continua tão forte quanto antes, e ao encontrar um gravador perdido, ele passa a gravar e editar sons, montando suas próprias histórias sonoras. O tremular de uma bandeja imita o som de um trovão, o assoviar de uma garrafa imita o som do vento, e é com o apoio dos colegas e o uso dessas técnicas, que ele cria um mundo novo cheio de possibilidades.


Uma das cenas mais marcantes é quando Mirco descreve as cores para um menino cego de nascença. Segundo ele, o azul é como sentir o vento bater em seu rosto ao andar de bicicleta, o marrom é como o tronco de uma árvore e o vermelho é como o fogo, e é também a cor que o céu fica no pôr do sol.

Vermelho Como o Céu não se trata apenas de um filme de superação, mas um filme sobre a possibilidade de deixar de lado a vitimização por conta de uma doença, que só traria amargura, para um sentimento de felicidade com a vida que ainda resta pela frente. Por mais trágico que seja algo, sempre haverá um lado bom, e com perdão do trocadilho, o filme nos faz ver o mundo com outros olhos. Uma verdadeira declaração de amor e uma homenagem ao cinema.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Estreias da Semana (23/08 a 29/08)

Nessa sexta-feira, estreiam sete novos filmes nos cinemas brasileiros. Os destaques da vez ficam por conta de Sem Dor, Sem Ganho (Pain & Gain), e Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos (The Mortal Instruments: City of Bones), dois filmes que prometem trazer muita ação às telonas.

Para fechar a lista dos filmes americanos, tem o esperado Muito Barulho Por Nada (Much Ado About Noting), novo trabalho do diretor Joss Whedon de Os Vingadores, que promete fazer uma releitura contemporânea do clássico de Shakespeare, além do drama Frances Ha, que vem chamando atenção nos principais festivais de cinema nos últimos meses.

Do cinema latino, tem A Sorte em Suas Mãos (La Suerte En Tus Manos), uma comédia romântica do argentino Daniel Burman. Ainda para finalizar, do Brasil estreiam dois documentários, um sobre a ditadura militar e o outro sobre um grupo de dança que reuni crianças de uma favela.

Abaixo, vocês conferem a lista completa.



Sem Dor, Sem Ganho

Daniel Lugo (Mark Wahlberg) é um fisiculturista que sonha em ter dinheiro à vontade para levar a vida como quiser. Para alcançar esse objetivo, ele conta com a ajuda de um colega, Adrian Doorbal (Anthony Mackie), e do ex-presidiário Paul Doyle (Dwayne Johnson), que juntos, planejam um sequestro e a extorsão de um conhecido criminoso da cidade.

Pain & Gain, Estados Unidos, 2013.
Direção: Michael Bay
Duração: 130 minutos
Classificação: 18 anos
Ação/Drama
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Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

Clary Fray (Lilly Collins) presenciou um misterioso assassinato, mas não sabe o que fazer, já que o corpo da vítima sumiu e parece que ninguém viu os envolvidos no crime. Para piorar a situação, sua mãe desaparece sem deixar vestígios e agora ele precisa sair em busca dela em uma Nova Iorque diferente, repleta de demônios, magos, fadas, lobisomens, entre outros seres fantásticos.

The Mortal Instruments: City of Bones, Estados Unidos, 2013.
Direção: Harald Zwart
Duração: 130 minutos
Classificação: 12 anos
Aventura/Fantasia
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Muito Barulho por Nada

Adaptação contemporânea do texto clássico de William Shakespeare, Beatrice (Amy Aacker) e Benedick (Alexis Denisof) envolvem-se em um complicado e sombrio jogo amoroso.

Much Ado About Nothing, Estados Unidos, 2013.
Direção: Joss Whedon
Duração: 108 minutos
Classificação: 12 anos
Drama/Romance
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Frances Ha

Frances (Greta Gerwig) é a ambiciosa aprendiz de uma compania de dança, que tem de se contentar com muito menos sucesso e reconhecimento do que ela gostaria. Mesmo assim, ela encara a vida de maneira leve e otimista. Esta fábula moderna explora temas como a juventude, a amizade, a luta de classes e o fracasso.

Frances Ha, Estados Unidos, 2013.
Direção: Noah Baumbach
Duração: 86 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
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A Sorte em Suas Mãos

Uriel (Jorge Drexler), pai de dois filhos, acaba de se divorciar. Deprimido, e perdido pelas ruas de Buenos Aires, um dos seus principais passatempos é jogar pôquer. É justamente devido ao acaso do jogo que ele encontra Gloria (Valeria Bertuccelli), que também está deprimida após o término de uma relação.

La Suerte En Tus Manos, Argentina/Espanha, 2013.
Direção: Daniel Burman
Duração: 110 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia/Romance
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Repare Bem

Durante a ditadura militar no Brasil, Denise Crispim, filha de pais militantes, envolveu-se com o guerrilheiro Eduardo Leite, conhecido como Bacuri. Da relação nasceu uma criança, ao mesmo tempo em que a família de Denise passa a ser perseguida. Ela consegue asilo político no Chile, embora o golpe de Pinochet obrigue mãe e filha a se mudarem para a Itália. Mais de 40 anos depois, elas recebem anistia do governo brasileiro, e decidem contar sua história.

Repare Bem, Brasil/França/Itália, 2013.
Direção: Maria de Medeiros
Duração: 95 minutos
Classificação: 10 anos
Documentário
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A Alma da Gente

Em 2002, o coreógrafo Ivaldo Bertazzo coordenou um projeto de dança com adolescentes da favela da Maré, à apresentação do espetáculo "Dança das Marés". O documentário mostra a rotina de treinos e a interação entre os participantes, revelando os sonhos desses jovens. Dez anos depois, os diretores procuraram os dançarinos para compreender o impacto desse evento nas suas vidas.

A Alma da Gente, Brasil, 2013.
Direção: Helena Solberg e David Meyer
Duração: 73 minutos
Classificação: 10 anos
Documentário
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Crítica: Elena (2013)



Normalmente, quando um diretor se propõe a fazer um documentário auto-descritivo da sua própria vida nas telas do cinema, isso acaba se tornando mais um meio de realização pessoal do que um eventual produto cinematográfico. Em Elena, porém, temos uma gratificante quebra desse paradigma.



O documentário trata do grande peso que a vida adquire quando nada parece estar tomando o rumo certo, e reflete sobre um momento muito triste da vida da diretora Petra Costa. Porém, apesar de ser algo bastante pessoal, ela se preocupou em não fazer um filme apenas para si mesma e seus familiares, mas para um público em geral que, assim como eu, nunca havia ouvido falar do seu nome.

Começamos acompanhando Petra em Nova Iorque, enquanto ela refaz os passos que sua irmã Elena fez nos anos 90, quando deixou o Brasil para viver o sonho de ser atriz de cinema nos Estados Unidos. Mesclando imagens do arquivo da família, quando Petra era ainda um bebê, com imagens dela já adulta reconstruindo os passos da irmã, o filme faz uma forte reflexão sobre a busca dos sonhos e o processo de perda dos mesmos.



O que o transforma em um bom filme não é apenas o drama pessoal de Petra, mas a forma lírica e poética com que ela reconta toda sua história de vida e principalmente sua relação com a irmã. Tudo isso acaba culminando na revelação de que a verdadeira Elena, descontente com o insucesso na carreira e carregando um forte peso de culpa nas costas, decide se suicidar ainda jovem. A narrativa nos faz pensar em todos os fatos que a levaram a cometer tal ato, e a mergulhar fundo na sua melancolia e na sua dor.

Apesar de ser um documentário, o longa é bastante diferente dos filmes do gênero que comumente são lançados, primeiramente pela forma como é transcrito. Quase não há entrevistas, e a narradora (a própria Petra Costa) conta toda a história como se estivesse escrevendo uma carta a sua irmã.




Por fim, fui assistir sem pretensão nenhuma e saí dilacerado, pensando na solidão que todos carregamos sem sequer percebermos. No final, Elena transborda o limite do pessoal e acaba se transformando em um filme universal, onde todos se identificam e mergulham fundo no vazio que é a vida, já que tudo que acontece é suscetível a qualquer um de nós.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Prefeito do RJ promete pagar o que for preciso para ter Woody Allen filmando na cidade.


A possibilidade do diretor Woody Allen rodar um filme no Rio de Janeiro já vem sendo cogitada há anos. Seus produtores já estiveram algumas vezes na cidade, e ele mesmo já admitiu a hipótese. Agora, se depender da vontade do prefeito atual da cidade, Eduardo Paes, não será por falta de dinheiro que o projeto deixará de acontecer. "Pago o que for preciso para que ele venha filmar aqui. O Reage Artista vai me matar quando eu der os milhões que o Woody pedir. Mas eu pago 100% da produção", afirmou em entrevista ao jornal O Globo.

Paes disse que está fazendo de tudo para que o projeto aconteça e que já até mandou mensagens para Woody através de sua irmã e produtora Letty Aronson. Não há qualquer certeza sobre a realização do trabalho, mas a declaração do prefeito já foi o suficiente para levantar uma série de críticas por parte dos profissionais da área de cultura, que acham desperdício de dinheiro tendo inúmeros cineastas precisando de apoio no país.


Nos últimos anos, Woody Allen fez uma série de filmes em diversas cidades ao redor do mundo, incluindo Barcelona (em Vicky, Cristina e Barcelona), Para Roma com Amor (em Roma) e Meia-Noite em Paris (na capital francesa). O novo filme do cineasta, Blue Jasmine, que tem estreia marcada para 11 de outubro no Brasil, foi gravada em São Francisco.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Crítica: Os Amantes Passageiros (2013)



No começo desse ano, o diretor espanhol Pedro Almodóvar anunciou, para alegria dos fãs, o início das filmagens de seu novo filme, Os Amantes Passageiros (Los Amantes Pasajeros), uma comédia escrachada que prometia voltar às origens da sua carreira.  Muito se falou e se especulou sobre a volta do diretor aos cinemas, principalmente depois da aclamação de A Pele Que Habito, lançado em 2011. Porém, toda a expectativa criada sobre seu novo trabalho foi por água a baixo depois da estreia mundial, já que de longe é o pior trabalho da sua extensa carreira. 


Na primeira cena do longa, nos deparamos com Penélope Cruz e Antônio Banderas, trabalhando na pista de pouso de um aeroporto, minutos antes de um avião da companhia Península iniciar os trabalhos de decolagem. Infelizmente, os dois aparecem apenas nesses 3 primeiros minutos do filme, numa aparição relâmpago, como uma espécie de homenagem do diretor aos dois atores que já trabalharam inúmeras vezes com ele.

Logo após, o avião parte em direção a Cidade do México. Sua tripulação é um caso a parte, composta quase que inteiramente por gays espalhafatosos, e pelo co-piloto que jura ser hétero, mas que no fim deixa escapar sua inclinação contrária. Após alguns minutos no ar, os tripulantes descobrem que há um problema técnico na aeronave: o trem de pouso está trancado, e isso impossibilita uma aterrissagem normal. Temeroso com o problema, o piloto passa a sobrevoar em círculos enquanto espera a resposta dos aeroportos para que se possa fazer um pouso de emergência.


Aos poucos, numa crise de pânico, os passageiros e os tripulantes passam a conversar entre si, contando sobre suas vidas e revelando fantasias e segredos até então secretos. A excelente oportunidade de criar algo realmente bom em cima disso acaba sendo desperdiçada com histórias fúteis e totalmente superficiais, que em nada acrescentam a quem as assiste. Tudo isso com direito a uma "orgia" na segunda parte do filme, numa das sequências mais eróticas já filmadas por Almodóvar, que acabou ficando tão deslocada quanto todo o restante do enredo.

Os personagens são extremamente caricatos, e assim como o enredo, passam a trama inteira sem rumo. Nem mesmo no início da carreira, lá no longíguo início dos anos 80, Almodóvar fez algo tão sem propósito e despretensioso. O fato é queo diretor errou feio, e chega a ser desconcertante o que ele provoca nos fãs que esperaram seu novo trabalho com ansiosidade, deixando caminho aberto aos críticos, que há tempos vêm dizendo que ele perdeu a mão na hora de criar coisas novas. Seu próximo trabalho terá de ser incrivelmente superior para preencher o enorme vazio criativo que esse filme deixou na sua carreira.


15 atores incrivelmente parecidos com os personagens da vida real.

Eles emprestaram seu talento para dar vida a personagens da vida real, e com a ajuda de alguns traços familiares, fizeram de seus papéis verdadeiras transformações (alguns sem nem precisar de muita maquiagem). Certos atores ficaram tão parecidos, que deixam na dúvida quem é o verdadeiro e quem é do filme se analisados de longe.

Selecionei então 15 exemplos de personificações impecáveis no cinema, de atores que estudaram a fundo a vida de artistas e políticos, fazendo uma verdadeira transposição do mesmo para as telas.


1. Daniel Day-Lewis com Abraham Lincoln, em Lincoln (2012)

2. Philip Seymour Hoffman como Truman Capote, em Capote (2005)

3. Robert Downey Jr. como Charlie Chaplin, em Chaplin (1992)

4. Meryl Streep como Margaret Thatcher, em A Dama de Ferro (2011)

5. James Franco como James Jean, em James Jean (2001)

6. Benício Del Toro como Ernesto Guevara, em Che (2008)

7. Bruno Ganz como Adolf Hitler, em A Queda - As Últimas Horas de Hitler (2004)

8. Michelle Williams como Marilyn Monroe, em Sete Dias com Marilyn (2011)

9. Gary Oldman como Sid Vicious, em Sid & Nancy (1986)

10. Ben Kingsley como Mahatma Gandhi, em Gandhi (1982)

11. Val Kilmer como Jim Morrison, em The Doors (1992)

12. Jamie Foxx como Ray Charles, em Ray.

13. Cate Blanchett como Bod Dylan, em Não Estou Lá.

14. Daniel de Oliveira como Cazuza, em Cazuza - O Tempo Não Pára (2004)

15. Marion Cotillard como Edith Piaf, em Piaf - Um Hino ao Amor (2007)