quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Estreias da Semana (26/02 a 04/03)

Seis filmes estreiam nessa quinta-feira no Brasil, e o principal destaque é o suspense O Duplo, protagonizado por Jesse Eisenberg e Mia Wasikowska. Quem também promete lotar as salas é a comédia nacional Superpai, com Danton Mello e um elenco repleto de comediantes conhecidos da televisão, como Dani Calabresa, Danilo Gentili e Rafinha Bastos. A lista completa vocês conferem abaixo:

O Duplo

Tímido, solitário, rejeitado pela mãe e desprezado pela amada, Simon (Jesse Eisenberg) tem um choque ao conhecer seu novo colega de trabalho, chamado James. Fisicamente idênticos, os dois são opostos em termos de personalidade.

The Double, Reino Unido, 2014.
Direção: Richard Ayoade
Duração: 93 minutos
Classificação: 14 anos
Drama / Suspense

Sem Direito a Resgate

Os bandidos Ordell (Mos Def) e Louis (John Hawkes) sequestram Mickey (Jennifer Aniston), esposa de Frank (Tim Robbins). Porém, o que eles não esperavam era o fato do casal estar à beira do divórcio, e o marido não estar muito disposto a pagar o valor de 1 milhão de dólares pelo resgate.

Life of Crime, Estados Unidos, 2014.
Direção: Daniel Schechter
Duração: 100 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia / Policial

Sr. Kaplan

Jacobo Kaplan (Héctor Noguera) está cansado de sua velhice e de sua rotina. Ele tem a oportunidade de entrar em uma aventura quando ouve dizer que um ex-nazista vive na sua pacata cidade. Com a ajuda do ex-policial Wilson Contreras, Kaplan inicia uma investigação que pode transformá-lo em herói.

Mr. Kaplan, Uruguai, 2014.
Direção: Álvaro Brechner
Duração: 98 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia / Drama

Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca

A fada Fawn sempre teve um bom coração e se recusou a ver maldade nas pessoas. Por isso, ela torna-se amiga de um gigantesco monstro. Tinker Bell e suas amigas temem que a relação possa ser nociva para todas as moradoras da cidade, e decide combater o vilão antes que seja tarde demais.

Legend of the Neverbeast, Estados Unidos, 2014.
Direção: Steve Loter
Duração: 78 minutos
Classificação: livre
Animação / Aventura

Superpai

Diogo (Danton Mello) era o garoto mais popular da escola, rei das festas e da bagunça. Agora, vinte anos mais tarde, é apenas um homem comum, pai, marido e trabalhador. Uma reunião da turma do colégio é sua chance de sair da rotina e a festa acaba levando a rumos inesperados.

Superpai, Brasil, 2015.
Direção: Pedro Amorim
Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia

A História da Eternidade

Alfonsina (Débora Indrid) tem 15 anos e sonha conhecer o mar. Querência (Marcélia Cartaxo) está na faixa dos 40 e Das Dores (Zezita Matos), já no fim da vida, recebe o neto após um passado turbulento. No sertão, as três compartilham muitos sentimentos em comum.

A História da Eternidade, Brasil, 2015.
Direção: Camilo Cavalcante
Duração: 120 minutos
Classificação: 16 anos
Drama

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Confira os vencedores do Óscar 2015

Foi realizada nesse domingo a 87ª cerimônia de entrega do Óscar pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, e o principal vencedor da noite foi Birdman, do mexicano Alejandro González Iñarritu. Além do prêmio principal de melhor filme, entregue pelas mãos de Sean Penn, Birdman ainda levou para casa as estatuetas de melhor diretor, melhor roteiro original e melhor fotografia. Outro destaque da premiação foi a comédia O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson, que ficou com 4 estatuetas, todas em quesitos técnicos (trilha sonora, design de produção, maquiagem e fotografia).

A grande surpresa positiva da noite foi a consagração de Whiplash: Em Busca da Perfeição, que levou para casa 3 óscares: melhor ator coadjuvante para J.K. Simmons, melhor mixagem de som e melhor montagem final. Já a grande surpresa negativa foi o drama Boyhood: Da Infância à Juventude, que indicado em 6 categorias, incluindo melhor filme, melhor direção e melhor roteiro, saiu apenas com o de atriz coadjuvante para Patrícia Arquette.

Na parte da atuações, nenhuma surpresa. Julianne Moore confirmou o favoritismo e se consagrou como melhor atriz por Para Sempre Alice, seu primeiro Óscar depois de 4 indicações sem sucesso na carreira. Já o prêmio de melhor ator foi para o garoto Eddie Redmayne, que desbancou o veterano Michael Keaton e venceu por sua atuação fantástica em A Teoria de Tudo.

O prêmio de melhor roteiro adaptado foi para O Jogo da Imitação, dirigido por Morten Tyldum, o único do filme que tinha 8 indicações ao todo. Na categoria de melhor filme estrangeiro, quem levou a melhor foi o polonês Ida, e o prêmio de melhor animação ficou com Operação Big Hero, que conseguiu conquistar a Academia e desbancar o então favorito Como Treinar Seu Dragão 2.

O Óscar desse ano também gerou bons momentos. Um dos mais engraçados foi quando o apresentador Neil Patrick Harris caminha pelos bastidores de cueca até chegar ao palco, fazendo uma referência bizarra a uma cena inesquecível de Birdman. Teve ainda discursos marcantes, como o de Patricia Arquette, que defendeu direitos iguais entre homens e mulheres e foi ovacionada pelo público presente, e o de Graham Moore, roteirista de O Jogo da Imitação.

Para coroar a grande noite, ainda pudemos acompanhar duas apresentações musicais marcantes: a primeira de John Legend cantando "Glory', a música tema de Selma, que levou o prêmio de melhor canção original, e a segunda da estrela pop Lady Gaga que, pasmem, cantou de forma convincente e emocionante "The Sound of Music", em uma homenagem ao musical A Noviça Rebelde de 1965, que ainda teve a participação especial de Julie Andrews.

A lista completa dos vencedores vocês podem conferir abaixo.

MELHOR FILME
- A Teoria de Tudo
- Birdman
- Boyhood: Da Infância à Juventude
- O Grande Hotel Budapeste
- O Jogo da Imitação
- Selma
- Sniper Americano
- Whiplash: Em Busca da Perfeição


MELHOR DIRETOR
- Alejandro González Iñarritú, por Birdman
- Bennet Miller, por Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo
- Morten Tyldum, por O Jogo da Imitação
- Richard Linklater, por Boyhood: Da Infância à Juventude
- Wes Anderson, por O Grande Hotel Budapeste


MELHOR ATOR
- Benedict Cumberbatch, por O Jogo da Imitação
- Bradley Cooper, por Sniper Americano
- Eddie Redmayne, por A Teoria de Tudo
- Michael Keaton, por Birdman
- Steve Carell, por Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

MELHOR ATRIZ
- Felicity Jones, por A Teoria de Tudo
- Julianne Moore, por Para Sempre Alice
- Marion Cottillard, por Dois Dias, Uma Noite
- Reese Whiterspoon, por Livre
- Rosamund Pike, por Garota Exemplar

MELHOR ATOR COADJUVANTE
- Edward Norton, por Birdman
- Ethan Hawke, por Boyhood: Da Infância à Juventude
- J.K. Simmons, por Whiplash: Em Busca da Perfeição
- Mark Ruffalo, por Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo
- Robert Duvall, por O Juíz


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
- Emma Stone, por Birdman
- Keira Knightley, por O Jogo da Imitação
- Laura Dern, por Livre
- Meryl Streep, por Caminhos da Floresta
- Patricia Arquette, por Boyhood: Da Infância à Juventude


MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
- Birdman
- Boyhood: Da Infância à Juventude
- Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo
- O Abutre
- O Grande Hotel Budapeste

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
- A Teoria de Tudo
- O Jogo da Imitação
- Sniper Americano
- Vício Inerente
- Whiplash: Em Busca da Perfeição


MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
- Como Treinar seu Dragão 2
- Operação Big Hero
- Os Boxtrolls
- Song of the Sea
- The Tale of the Princess Kaguya

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
- Ida (Polônia)
- Leviatã (Rússia)
- Relatos Selvagens (Argentina)
- Tangerines (Estônia)
- Timbuktu (Mauritânia)


MELHOR TRILHA SONORA
- A Teoria de Tudo
- Interestelar
- O Grande Hotel Budapeste
- O Jogo da Imitação
- Sr. Turner


MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
- Everything is Awesome, de Uma Aventura LEGO
- Grateful, de Além das Luzes
- Glory, de Selma
- I'm Not Gonna Miss You, de Glenn Campbell: I'll be me
- Lost Stars, de Mesmo se Nada der Certo


MELHOR EDIÇÃO DE SOM
- Birdman
- Interestelar
- Invencível
- O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
- Sniper Americano

MELHOR MIXAGEM DE SOM
- Birdman
- Interestelar
- Invencível
- Sniper Americano
- Whiplash: Em Busca da Perfeição


MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
- Caminhos da Floresta
- Interestelar
- O Grande Hotel Budapeste
- O Jogo da Imitação
- Sr. Turner


MELHOR FOTOGRAFIA
- Birdman
- Ida
- Invencível
- O Grande Hotel Budapeste
- Sr. Turner


MELHOR MAQUIAGEM
- Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo
- Guardiões da Galáxia
- O Grande Hotel Budapeste


MELHOR FIGURINO
- Caminhos da Floresta
- Malévola
- O Grande Hotel Budapeste
- Sr. Turner
- Vício Inerente


MELHOR MONTAGEM
- Boyhood: Da Infância à Juventude
- O Grande Hotel Budapeste
- O Jogo da Imitação
- Sniper Americano
- Whiplash: Em Busca da Perfeição


MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
- Capitão América: O Soldado Invernal
- Guardiões da Galáxia
- Interestelar
- Planeta dos Macacos: O Confronto
- X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE LONGA METRAGEM
- Citizenfour
- Finding Vivian Maier
- Last Days in Vietnam
- O Sal da Terra
- Virunga


MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA METRAGEM
- Crisis Hotline: Veterans Press 1
- Joanna
- Our Curse
- The Reaper (La Parka)
- White Earth


MELHOR CURTA METRAGEM
- Aya
- Boogaloo and Graham
- Butter Lamp
- Parvaneh
- The Phone Call


MELHOR CURTA METRAGEM DE ANIMAÇÃO
- A Single Life
- Feast
- Me and My Moulton
- The Bigger Picture
- The Dam Keeper

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Estreias da Semana (19/02 a 25/02)

Quatro filmes estreiam nessa quinta-feira em todo o Brasil, e entre eles está Sniper Americano, novo filme do veterano Clint Eastwood, que concorre em 6 categorias do Óscar incluindo melhor filme. Outros destaques são a comédia Um Santo Vizinho, protagonizada por Bill Murray e o drama húngaro O Diário da Esperança. Confira a lista completa:

Sniper Americano

Chris Kyle (Bradley Cooper) é um atirador de elite das forças especiais da Marinha dos Estados Unidos que, em dez anos se tornou uma lenda, tendo assassinado mais de 150 pessoas durante o tempo que serviu no Iraque. Sua única missão era proteger seus companheiros e no fim recebeu diversas condecorações por seu trabalho.

American Sniper, Estados Unidos, 2014.
Direção: Clint Eastwood
Duração: 134 minutos
Classificação: 14 anos
Ação/Drama/Guerra

Um Santo Vizinho

Uma improvável amizade surge entre um menino de 12 anos, sensibilizado pelo recente divórcio dos pais e seu vizinho Vincent (Bill Murray), um veterano de guerra, alcóolatra e jogador compulsivo, que fica responsável por cuidar do garoto enquanto sua mãe trabalha.

St. Vincent, Estados Unidos, 2014.
Direção: Theodore Melfi
Duração: 103 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia

Deixa Rolar

Um escritor (Chris Evans) é o tipo de cara que mantém todos os seus relacionamentos de forma casual, já que nunca se apaixonou por nenhuma mulher. Mas tudo muda quando ele conhece uma garota incrível (Michelle Monaghan). O problema é que ela já tem namorado, e ele vai ter que lutar para viver um grande amor pela primeira vez.

Playing it Cool, Estados Unidos, 2014.
Direção: Justin Reardon
Duração: 94 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia / Romance

O Diário da Esperança

Num vilarejo húngaro, dois irmãos gêmeos enfrentam a dura realidade da Segunda Guerra Mundial. Entregues aos cuidados da avó, que os maltrata e os coloca para trabalhar, eles passam os dias isolados no interior do país para escapar dos bombardeios, e vão escrevendo todas as experiências em um caderno entregue pelo seu pai antes da separação.

A Nagy Fuzet, Alemanha/Áustria/França/Hungria, 2014.
Direção: János Szász
Duração: 112 minutos
Classificação: 16 anos
Drama

Crítica: Selma - Uma Luta Pela Igualdade (2014)


É incontável o número de filmes já lançados sobre a segregação racial nos Estados Unidos, mas o tema nunca é demais. Selma, da diretora estreante Ava DuVernay, é um azarão muito bem-vindo nessa edição do Óscar, e com um roteiro caprichoso, consegue mostrar mais um pouco do que foi os anos 60 e a luta pelos direitos civis dos negros americanos.



A lei que proibia a segregação e descriminação racial nos Estados Unidos foi sancionada em 1964 pelo presidente Lyndon B. Johnson, após o famoso discurso de Martin Luther King em Washington, conhecido pela frase emblemática "I Have a Dream". Porém, não bastava existir a lei, mas ela tinha que ser cumprida, e é justamente sobre isso que fala o filme.

O longa começa mostrando a entrega do prêmio nobel da paz para Martin Luther King Jr, interpretado de forma excelente por David Oyelowo, para depois mostrar os bastidores da marcha histórica organizada por ele entre as cidades de Selma e Montgomery, no Alabama, um dos marcos cruciais da sua luta pelo direito dos negros ao voto em um dos estados mais racistas do país.



Além dos preparativos para a marcha, que muitas vezes teve que ser adiada por motivos de segurança ou violentamente interrompida após seu início, o filme mostra o envolvimento de todos os lados no processo, desde a esfera federal, passando pela estadual, pela municipal e pela polícia racista do Alabama, e chegando inclusive aos brancos de todo o país que passaram a apoiar os ativistas liderados por King.

O filme acerta em cheio ao mostrar o lado humano de King, um homem que chora por não suportar as atrocidades que vê, um homem que tem coragem de voltar atrás em um protesto, e que precisa mais do que tudo das família e dos amigos para seguir em frente. Diferentemente de outros militantes, como Malcolm X, King sempre defendeu a luta pacífica, sem violência, e esse foi um dos motivos de ter conseguido tanto apoio.



Apesar de de estar concorrendo na categoria de melhor filme no Óscar, a ausência de David Oyelowo como melhor ator foi bastante sentida. O roteiro é bom mas não é dos melhores, e sem dúvida a atuação do ator é um ingrediente essencial para o sucesso do filme. Por fim, como disse no início dessa crítica, obras como essa nunca são demais. Infelizmente o racismo ainda é uma realidade, e provavelmente ainda vai ser por anos, e enquanto isso existir, o sonho de Martin Luther King continuará vivo.


Crítica: Sr. Turner (2014)


Premiado em Cannes, Sr. Turner (Mr. Turner), do veterano diretor Mike Leigh, acompanha 25 anos da vida do pintor inglês J. M. W. Turner, até sua morte em 1851. Muito apreciado pelos críticos, Turner era conhecido por ser um homem indisciplinado e turrão, e passava seus dias pintando na casa onde vivia com seu pai e sua governanta.



O artista gostava muito de viajar, e a maior parte de suas obras foram inspiradas pelas suas aventuras. Por conta disso, é comum ver em seus quadros muitas ilustrações de navios e mares, além de paisagens belíssimas. No entanto, com a morte do pai Turner foi se isolando do mundo, e suas obras cada vez mais excêntricas passaram a gerar inúmeras críticas negativas.

Ao mesmo tempo em que mostra a vida do artista, o filme também aborda a chegada das primeiras tecnologias da época, como as máquinas à vapor da Revolução Industrial e os primeiros protótipos das máquinas fotográficas. A perda de espaço das pinturas feitas a mão para a fotografia foi um marco negativo na história da arte, que nunca mais foi vista e apreciada da mesma forma.



Mostrando o pedantismo da aristocracia britânica, a submissão das mulheres às vontades dos homens e as enfermidades da época, o filme consegue captar muito bem a atmosfera daquela época, mas apesar da fotografia espetacular, que remetia muitas vezes aos próprios quadros do pintor, o roteiro silencioso e lento prejudica um pouco o ritmo do filme, e há que se ter paciência para conseguir apreciá-lo. 

O que mais chama a atenção de fato é a atuação monstruosa de Timothy Spall, eleito melhor ator em Cannes mas injustamente esnobado pelo Óscar. Na pele de um personagem difícil, ele consegue mostrar com maestria a personalidade controversa do pintor, que tinha uma forte relação com o pai, relações amorosas estranhas e conflitos diários com outros pintores.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

As apostas para o Óscar 2015

Faltando 10 dias para a 87ª edição da cerimônia do Óscar, chegou a hora de fazer minhas apostas e indicar meus favoritos em todas as categorias da premiação. Acredito que esse ano a premiação será bastante disputada entre dois filmes, Boyhood: Da Infância à Juventude e O Grande Hotel Budapeste. O primeiro deve ganhar mais prêmios nas categorias principais, como melhor filme, roteiro e direção, enquanto o segundo deve levar quase tudo nas categorias técnicas. As apostas completas vocês conferem abaixo.

Melhor Filme

Na categoria principal do Óscar, dois filmes podem ser considerados favoritos: Boyhood: Da Infância à Juventude e O Grande Hotel Budapeste. O primeiro, do diretor Richard Linklater, é o queridinho do ano dos americanos e vem arrecadando prêmios por onde passa. Já o segundo levou o Globo de Ouro de melhor filme de comédia e pode surpreender, o que seria o primeiro Óscar da carreira de Wes Anderson. Há ainda quem aposte em Birdman, novo filme do mexicano Alejandro González Iñarritú, que há tempos vem merecendo um prêmio da Academia.

Quem deve ganhar: Boyhood: Da Infância à Juventude
Quem tem alguma chance: O Grande Hotel Budapeste
Quem pode surpreender: Birdman
Meu favorito: Boyhood: Da Infância à Juventude

Melhor Diretor

O grande favorito nessa categoria é Richard Linklater por seu trabalho precioso em Boyhood: Da Infância à Juventude, que levou 12 anos para ficar pronto. Wes Anderson, por O Grande Hotel Budapeste, e Alejandro González Iñarritú, por Birdman, também tem boas chances. O interessante dessa categoria esse ano é que qualquer um dos cinco candidatos que vencer levará o prêmio para casa pela primeira vez.

Quem deve ganhar: Richard Linklater
Quem tem alguma chance: Alejandro González Iñarritú
Quem pode surpreender: Wes Anderson
Meu favorito: Richard Linklater

Melhor Ator

Na categoria de melhor ator Eddie Redmayne é o grande favorito depois de ter dado vida ao astrofísico e cosmólogo Stephen Hawking em A Teoria de Tudo, mas Michael Keaton também está fantástico em Birdman e pode surpreender. Quem corre por fora é Benedict Cumberbatch, e há quem também aposte em Steve Carell por sua transformação impressionante em Foxcatcher.

Quem deve ganhar: Eddie Redmayne
Quem tem alguma chance: Michael Keaton
Quem pode surpreender: Benedict Cumberbatch
Meu Favorito: Michael Keaton

Melhor Atriz

Esse ano é de Julianne Moore, e isso ninguém pode negar. Vencedora de todos os principais prêmios desde o ano passado, ela deve levar seu primeiro Óscar para casa (ufa, finalmente) por conta de sua atuação inesquecível (talvez a melhor da carreira) na pele de uma mulher de meia idade que é diagnosticada com Alzheimer, em Para Sempre Alice. Felicity Jones por A Teoria de Tudo e Rosamund Pike por Garota Exemplar também tem atuações excelentes esse ano, mas não devem ter chance contra Moore.

Quem deve ganhar: Julianne Moore
Quem tem alguma chance: Rosamund Pike
Quem pode surpreender: Felicity Jones
Meu Favorito: Julianne Moore


Melhor Ator Coadjuvante
O grande favorito é J. K. Simmons por sua eletrizante atuação em Whiplash: Em Busca da Perfeição, e é realmente difícil apostar em outro nome dessa vez. Edward Norton está fantástico em Birdman, assim como Ethan Hawke em Boyhood: Da Infância à Juventude, e ambos podem surpreender, mas é improvável.

Quem deve ganhar: J.K. Simmons
Quem tem alguma chance: Edward Norton
Quem pode surpreender: Ethan Hawke
Meu Favorito: J.K. Simmons

Melhor Atriz Coadjuvante
Patricia Arquette vem ganhando prêmios nos últimos meses e deve ser a grande vencedora dessa categoria em 2015 por sua impressionante atuação em Boyhood: Da Infância à Juventude. Há quem aposte em Emma Stone ou até mesmo em Meryl Streep, que concorre pela 19ª vez a um Óscar.

Quem deve ganhar: Patricia Arquette
Quem tem alguma chance: Emma Stone
Quem pode surpreender: Meryl Streep
Meu Favorito: Patricia Arquette

Melhor Roteiro Original
Há anos que muitos críticos e fãs vem torcendo para ver Wes Anderson levantar um Óscar, e ele nunca chegou tão perto quanto nesse ano. Com um roteiro muito bem trabalhado, O Grande Hotel Budapeste é o grande favorito para levar o prêmio de melhor roteiro.

Quem deve ganhar: O Grande Hotel Budapeste
Quem tem alguma chance: Boyhood: Da Infância à Juventude
Quem pode surpreender: Birdman
Meu Favorito: Boyhood: Da Infância à Juventude

Melhor Roteiro Adaptado
Nessa categoria há um favorito absoluto: A Teoria de Tudo. O filme, baseado na biografia do astrofísico e cosmólogo Stephen Hawking, emocionou o público do mundo todo e tem tudo para ganhar o prêmio. Gostei muito de O Jogo da Imitação e Whiplash: Em Busca da Perfeição também, mas não acredito que tenham chances.

Quem deve ganhar: A Teoria de Tudo
Quem tem alguma chance: O Jogo da Imitação
Quem pode surpreender: Whiplash: Em Busca da Perfeição
Meu Favorito: Whiplash: Em Busca da Perfeição

Melhor Filme de Animação
O favorito ao prêmio de melhor animação esse ano é Como Treinar Seu Dragão 2, sequência do sucesso de 2010, que lotou as salas de cinema em 2014. No entanto, Operação Big Hero se mostrou uma animação bem mais madura e bem feita, e por isso é o meu favorito ao prêmio.

Quem deve ganhar: Como Treinar o Seu Dragão 2
Quem tem alguma chance: Operação Big Hero
Quem pode surpreender: Os Boxtrolls
Meu Favorito: Operação Big Hero

Melhor Filme Estrangeiro
Melhor filme estrangeiro é uma das categorias que mais gosto do Óscar, e é sempre difícil escolher um favorito, pois há sempre filmes de grande qualidade na disputa. O argentino Relatos Selvagens é um dos melhores filmes das últimas décadas, mas baseado nas últimas premiações, o russo Leviatã é quem deve levar o prêmio para casa. O estoniano Tangerines também é uma excelente opção.

Quem deve ganhar: Leviatã
Quem tem alguma chance: Relatos Selvagens
Quem pode surpreender: Tangerines
Meu favorito: Relatos Selvagens

Melhor Trilha Sonora
Todos os filmes concorrentes ao Óscar costumam ter trilhas bem trabalhadas, o que dificulta a escolha do melhor. Porém, a que mais me chamou a atenção esse ano foi a do longa A Teoria de Tudo. Quem pode surpreender é O Grande Hotel Budapeste, além do britânico O Jogo da Imitação.

Quem deve ganhar: A Teoria de Tudo
Quem tem alguma chance: O Grande Hotel Budapeste
Quem pode surpreender: O Jogo da Imitação
Meu Favorito: A Teoria de Tudo

Melhor Design de Produção
Antes nomeada como direção de arte, a categoria de Design de produção esse ano divide opiniões. O Grande Hotel Budapeste é o favorito, mas Interestelar e O Jogo da Imitação também são fortes concorrentes. Outro filme que pode surpreender é o musical Caminhos da Floresta.

Quem deve ganhar: O Grande Hotel Budapeste
Quem tem alguma chance: Interestelar
Quem pode surpreender: O Jogo da Imitação
Meu Favorito: O Grande Hotel Budapeste

Melhor Fotografia
Esse é um prêmio bastante subjetivo, mas a estatueta provavelmente irá para O Grande Hotel Budapeste. O filme deverá ser o campeão de prêmios nas categorias técnicas, e esse é um dos mais merecidos.

Quem deve ganhar: O Grande Hotel Budapeste
Quem tem alguma chance: Birdman
Quem pode surpreender: Invencível
Meu Favorito: O Grande Hotel Budapeste

Melhores Efeitos Especiais
Está aí a categoria mais democrática do Óscar, a de efeitos especiais. Ela reuni filmes que possuem várias indicações com filmes que ninguém pensaria ver no Óscar. Partindo do pressuposto de que a Academia é composta por uma maioria conservadora, o prêmio certamente deve ir para Interestelar.

Quem deve ganhar: Interestelar
Quem tem alguma chance: Guardiões da Galáxia
Quem pode surpreender: Planeta dos Macacos - O Confronto
Meu Favorito: Interestelar


Melhor Edição Final
Pelos 12 anos de filmagens, nada mais justo do que dar o prêmio de melhor edição final para Boyhood - Da Infância à Juventude. No filme tudo se encaixa perfeitamente, e a união de todos os elementos que o compõe é impecável.

Quem deve ganhar: Boyhood - Da Infância à Juventude
Quem tem alguma chance: O Grande Hotel Budapeste
Quem pode surpreender: Whiplash - Em Busca da Perfeição
Meu favorito: Boyhood - Da Infância à Juventude

Outras categorias: Melhor Figurino (O Grande Hotel Budapeste), Melhor Maquiagem (O Grande Hotel Budapeste), Melhor Canção Original (Glory, de Selma), Melhor Edição de Som (Birdman), Melhor Mixagem de Som (Whiplash: Em Busca da Perfeição), Melhor Documentário de longa-metragem (Citizenfour), Melhor Documentário de curta-metragem (The Reaper), Melhor Curta-Metragem (Boogaloo and Graham), Melhor Curta-Metragem de Animação (The Bigger Picture).

Estreias da Semana (12/02 a 18/02)

Um ano depois do sucesso de Ninfomaníaca, do dinamarquês Lars Von Trier, outro filme "erótico" se torna a grande sensação nos cinemas. Baseado no livro de E. L. James, Cinquenta Tons de Cinza era um dos filmes mais esperados do ano, e estreia nessa quinta-feira em todos os cinemas do Brasil. Outro destaque é a comédia família Annie, com a queridinha Quvenzhané Wallis (a menininha de Indomável Sonhadora). A lista completa vocês conferem abaixo.

Cinquenta Tons de Cinza

Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Um dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey (Jamie Dornan), e entre eles nasce uma complexa relação amorosa, onde ela começa a descobrir os prazeres sexuais mais sórdidos com altas doses de sadomasoquismo.

Fifty Shades of Grey, Estados Unidos, 2014.
Direção: Sam Taylor-Johnson
Duração: 125 minutos
Classificação: 16 anos
Drama / Erótico


Annie

Annie (Quvenzhané Wallis) é uma jovem orfã que vive em um orfanato comandado com mão de ferro por uma velha senhora. Sua vida muda quando ela é escolhida para passar alguns dias na mansão de um milionário, onde acaba fazendo amizade com os funcionários do local.

Annie, Estados Unidos, 2014.
Direção: Will Gluck
Duração: 118 minutos
Classificação: livre
Comédia / Musical

O Imperador

Após se tornar alvo de seu irmão mais velho, o herdeiro do trono decide procurar ajuda de sua irmã e de um cavaleiro desacreditado, Jacob (Nicolas Cage), para juntos buscarem apoio de Gallain (Hayden Christensen), um lendário cavaleiro conhecido como Fantasma Branco.

Outcast, China/Estados Unidos/França, 2014.
Direção: Nick Powell
Duração: 98 minutos
Classificação: 14 anos
Ação

A Casa dos Mortos

Um massacre acontece numa casa abandonada deixando cinco estudantes mortos. Um policial (Frank Grillo) e uma psicóloga (Maria Bello) vão ao local investigar o caso, que aconteceu enquanto os jovens tentavam evocar espíritos.

Demoniac, Estados Unidos/Reino Unido, 2015.
Direção: Will Canon
Duração: 83 minutos
Classificação: 14 anos
Suspense / Terror

Belle e Sebastian

Durante a Segunda Guerra Mundial, nos Alpes, o solitário garoto Sébastien encontra um cachorro, a quem dá o nome de Belle. Aos poucos uma bonita amizade nasce entre a criança e o animal, que se tornam inseparáveis. A relação corre perigo quando os habitantes locais começam a achar que Belle é responsável pela matança de ovelhas e passam a caçá-la.

Belle et Sébastien, França, 2013.
Direção: Nicolas Varnier
Duração: 104 minutos
Classificação: 10 anos
Aventura

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Crítica: Força Maior (2015)


Representante da Suécia no Óscar 2015, Força Maior (Force Majeure) conseguiu a façanha de ficar entre os cinco finalistas ao prêmio de melhor filme estrangeiro. A trama acompanha o casal Tomas (Johannes Bah Kuhnke) e Ebba (Lisa Loven Kongsli), que resolvem tirar férias para esquiar nos Alpes junto com seus dois filhos pequenos. Muito ligado ao trabalho, o pai finalmente conseguiu dedicar um tempo para a família, e inclusive fez um acordo com a mulher de não atender nenhuma ligação durante a viagem.



Enquanto almoçam no restaurante do hotel, uma avalanche de enormes proporções toma conta do lugar e, apesar de ninguém se ferir, o fato gera um desespero em todos os hóspedes que ali estavam naquele momento. O acontecimento, aparentemente banal, acaba abalando completamente a estrutura do casal por um motivo específico: na hora do perigo, Tomas saiu correndo com o celular na mão, deixando a mulher e os filhos para trás.

A partir de então, Ebba começa a se distanciar do marido. O episódio acaba desencadeando uma série de discussões, inclusive envolvendo outras pessoas que também estão hospedadas no hotel, que por sua vez também começam a questionar fatos de seus próprios relacionamentos. Ebba não consegue admitir o fato de Tomas ter fugido do restaurante sem se preocupar com a família, quando a única coisa que ela pensava naquela hora era proteger as crianças.



O enredo tenta mostrar exatamente o quanto um único episódio é capaz de criar uma série de mal entendidos e desestruturar toda uma família. Um simples gesto basta para abalar todas as certezas que existem entre um casal. Além disso, o filme brinca também com a situação do homem, de ser obrigado a ser sempre o herói nas situações, desmistificando essa ideia que vem de geração para geração.

Mesmo com um ritmo lento, que prioriza as feições dos atores, o filme consegue segurar a atenção até o final, ainda que não tenha sido exatamente o que eu esperava. Isso se deve principalmente pela fotografia arrasadora, que é de tirar o fôlego, e pelos excelentes diálogos. Por fim, o que faz de Força Maior um bom filme é essa reflexão que ele faz sobre o instinto de sobrevivência, o amor e principalmente o papel do homem no mundo atual.