quarta-feira, 30 de setembro de 2015

As 5 melhores atuações de Marion Cottilard

Nascida em Paris no dia 30 de setembro de 1975, Marion Cottilard é considerada, com méritos, uma das melhores atrizes do cinema atual. Filha de um casal de atores e dramaturgos, Cottilard sempre conviveu com o mundo das artes participando de peças de teatro desde criança, mas foi somente em 1994 que ela apareceu pela primeira vez no cinema, na comédia romântica A História do Garoto que Queria ser Beijado.

De lá para cá a atriz já participou de mais de 50 produções, entre longas e curta-metragens. Sua estreia como protagonista foi em Chloé, lançado em 1996, onde contracenou com a veterana Anna Karina. Ainda na década de 90 ela participou do seu primeiro grande sucesso: Táxi, de Gérard Pirès, onde chegou a ser indicada ao César na categoria de melhor atriz revelação. Em 2001, Cottilard recebeu sua segunda indicação ao César pelo filme Les Jolies Choses, e no mesmo ano protagonizou o suspense Une Femme Piégée, onde também recebeu inúmeros elogios. 

O ano de 2003 ficou marcado por ser o ano em que o nome da atriz finalmente viajou para além da fronteira francesa. Ao estrelar os filmes Amor ou Consequência, de Yann Samuell, e Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, de Tim Burton, o nome de Cottilard começou a ganhar notoriedade ao redor do mundo. Um ano depois ela foi agraciada em Cannes com o troféu de atriz revelação, além de receber o prêmio César de melhor atriz coadjuvante por seu papel em Eterno Amor, de Jean-Pierre Jeunet.

Com o nome reconhecido mundo a fora, a atriz começou a fazer filmes de diretores famosos como Abel Ferrara (Mary) e Ridley Scott (Um Ano Bom), mas foi com Piaf - Um Hino ao Amor, de Olivier Dahan, que ela finalmente conseguiu a consagração mais importante de sua carreira até então. Ao dar vida à cantora Édith Piaf, Cottilard faturou todos os principais prêmios ao redor do mundo em 2008, como o Óscar, o Globo de Ouro, o BAFTA e o César de melhor atriz.

Nos anos seguintes Cottilard trabalhou com outros grandes diretores como Michael Mann, em Inimigos Públicos, Rob Marshall em Nine, Christopher Nolan em A Origem e Batman - O Cavaleiro das Trevas, Steve Soderbergh em Contágio e Woody Allen em Meia Noite em Paris. Seus últimos três filmes memoráveis são Ferrugem e Osso, excelente drama pelo qual ela também recebeu diversos prêmios, Era Uma Vez em Nova York, do diretor James Gray, e Dois Dias, Uma Noite, dos irmãos Dardenne.

Por fim, entre tantos trabalhos honrosos da atriz fica extremamente difícil escolher os melhores, mas para homenageá-la na data do seu aniversário, resolvi fazer uma lista especial com as cinco melhores atuações de sua carreira até então. Confira:

1. Piaf - Um Hino ao Amor (2007)

Em Piaf- Um Hino ao Amor (La Môme), a atriz interpreta de maneira sublime a icônica cantora Édith Piaf. Dona de uma personalidade difícil, Piaf se tornou um símbolo da música francesa e fez sucesso numa época em que a Europa vivia os horrores e medos da Guerra. Cottilard ganhou diversos prêmios por sua atuação, incluindo o Óscar, o Globo de Ouro e o BAFTA de melhor atriz.

2. Ferrugem e Osso (2012)

Na trama de Ferrugem e Osso (De Rouille et d'os), ela interpreta uma treinadora de baleias que mantém um relacionamento amoroso com um boxeador. Após um acidente com um dos seus animais, ela acaba perdendo as duas pernas, e precisa lutar contra as dificuldades físicas e mentais para continuar vivendo. O filme concorreu à Palma de Ouro em Cannes, e após sua exibição foi ovacionado por uma salva de palmas de 10 minutos. Não precisa nem dizer que um dos principais motivos disso foi justamente a participação da atriz.

3. Dois Dias, Uma Noite (2014)

Nas mãos dos competentes irmãos Dardenne, Cottilard deu vida à Sandra, uma mulher que acabou de perder o emprego na fábrica onde trabalhava há anos. Depois de descobrir que ela pode reaver a posição na empresa, desde que os colegas aceitem perder um direito para isso, ela começa a ir atrás de cada um deles para convencê-los a aceitar a proposta. A atuação dela no filme é brilhante, o que rendeu inúmeros elogios após a exibição na 67ª edição do Festival de Cannes.

4. Amor ou Consequência (2003)

Amor ou Consequência (Jeux d'enfants) é uma verdadeira fábula moderna a respeito do amor. Julien e Sophie se conheceram quando crianças e acabaram crescendo juntos. Quando menores, Julien deu uma lata em forma de carrossel para Sophie, e a partir de então, toda vez que eles se reencontravam eles eram obrigados a entregar a lata ao outro e cumprir uma tarefa. Isso acabou fazendo com que eles ficassem eternamente unidos e responsáveis um pelo outro. Uma atuação competente de Cottilard junto a Guillaume Canet, que viria a ser seu marido na vida real anos depois.

5. Inimigos Públicos (2009)

Dirigido por Michael Mann, Inimigos Públicos (Public Enemies) se passa na época da Grande Depressão e conta a história de um agente do FBI que tenta capturar lendários criminosos da época, como John Dillinger (Johnny Depp). Na trama, Cottilard interpreta Billie, a mulher de Dillinger, que com muito sangue frio acompanha o marido em todos os momentos tensos de sua vida.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Estreias da Semana (24/09 a 30/09)

Sete filmes entram em cartaz nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros e o grande destaque da vez é o drama Evereste, que acompanha a história real de um grupo de alpinistas que se viu em apuros enquanto tentava escalar a montanha mais alta do mundo. Outro destaque dos Estados Unidos é a animação Hotel Transilvânia 2, sequência do sucesso lançado em 2012. De lá tem ainda a comédia Um Senhor Estagiário, com Anne Hathaway e Robert De Niro.

Do cinema europeu tem A Pele de Vênus, novo filme do polonês Roman Polanski, e a comédia italiana O Vinho Perfeito. Fecham a lista ainda o documentário O Samba, parceria entre o cinema alemão e suíço que conta um pouco da história do samba no Brasil, e o drama nacional A Hora e a Vez de Augusto Matraga, baseado no clássico de Guimarães Rosa que por sua vez já ganhou inúmeras adaptações para as telas. Enfim, confira a lista completa:

Evereste

Baseado em fatos reais, o filme acompanha a história que aconteceu em 1996, quando três equipes rivais de alpinismo tentavam chegar ao ponto mais alto do mundo, no Monte Evereste. A situação se complicou depois que uma nevasca atingiu o local onde estavam, causando vários acidentes e colocando a vida de todos em risco.

Everest, Estados Unidos, 2015.
Direção: Baltasar Kormákur
Duração: 150 minutos
Classificação: 14 anos
Aventura / Drama / Suspense
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Hotel Transilvânia 2

Uma confraternização de família traz Vlad à cidade para visitar o filho distante, que ele não vê há muito tempo, mas ele logo faz com que a vida de todos os funcionários e hóspedes do hotel vire de cabeça para baixo.

Hotel Transylvania 2, Estados Unidos, 2015.
Direção: Geendy Tartakovski
Duração: 110 minutos
Classificação: Livre
Animação
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Um Senhor Estagiário

Jules Ostin (Anne Hathaway) é dona de um badalado site de moda. Ela está precisando de um funcionário e topa chamar alguém por meio de um programa de incentivo para contratação de idosos. O empresário Ben Whittaker (Robert De Niro) passa no processo, mas de cara, o choque de gerações entre eles se torna inevitável.

The Intern, Estados Unidos, 2015.
Direção: Nancy Meyers
Duração: 109 minutos
Classificação: 10 anos
Comédia
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A Pele de Vênus

A atriz Vanda (Emmanuelle Seigner) faz um jogo de sedução com o diretor teatral Thomas (Mathieu Amalric) para convencê-lo de que ela é a pessoa ideal para interpretar a protagonista de sua mais nova peça, inspirada em uma obra de Sacher Masoch.

La Vénus à la Fourrure, França/Polônia, 2014.
Direção: Roman Polanski
Duração: 118 minutos
Classificação: 14 anos
Drama 
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O Vinho Perfeito

O bancário Giovanni (Vincenzo Amato) se encanta pelos vinhos da Itália e acaba se tornando enólogo, escrevendo sobre o assunto em revistas e livros. Ele levava uma vida tranquila até conhecer um misterioso professor (Lambert Wilson), e para piorar, é acusado de matar sua ex-mulher, Adele (Giovanna Mezzogiorno).

Vinodentro, Itália, 2015.
Direção: Ferdinando Vicentini Orgnani
Duração: 92 minutos
Classificação: 16 anos
Comédia / Suspense
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O Samba

O documentário visa mostrar que o samba não é só uma dança, mas sim, um estilo de vida. O cantor Martinho da Vila guia o espectador pelo mundo do samba contando histórias de sua carreira e apresentando sua escola de samba, a Vila Isabel.

O Samba, Alemanha/Suiça, 2015.
Direção: Georges Gachot
Duração: 82 minutos
Classificação: 12 anos
Documentário / Musical
TRAILER AQUI 

A Hora e a Vez de Augusto Matraga

Augusto Matraga (João Miguel) é um homem temido no povoado onde mora. Após ser vítima de uma emboscada, é dado como morto, mas acaba sendo salvo por um casal.

A Hora e a Vez de Augusto Matraga, Brasil, 2015.
Direção: Vinicius Coimbra
Duração: 106 minutos
Classificação: 14 anos

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Crítica: O Conto dos Contos (2015)


Bastante conhecido no circuito europeu, principalmente no Festival de Cannes depois de Gomorra (2008) e Reality (2012), o italiano Matteo Garrone volta às telas em 2015 com um filme completamente diferente de tudo que ele já havia realizado até então. Se nos dois filmes anteriores ele abusou da realidade nua e crua, em O Conto dos Contos (Il Racconto dei Racconti) ele flerta com o lúdico e o fantasioso ao mostrar três "contos de fadas" bizarros que se passam há alguns séculos atrás.


A primeira narrativa acompanha o casal real formado por John C. Reilly e Salma Hayek. O Rei e a Rainha de Longtrellis querem um filho a qualquer custo, mas por algum motivo ela nunca consegue engravidar. A última alternativa é apelar para uma simpatia prescrita por um mago, onde a Rainha deve comer o coração de um monstro marinho, morto pelas mãos do Rei e cozinhado por uma virgem. Porém, ele alerta: toda vida criada exige uma perda, para que o equilíbrio na Terra seja mantido, e isso pode custar caro no fim das contas.

Depois de conseguir finalmente dar a luz, ela precisa lidar com outro problema: o crescimento precoce e a independência do filho (Christian Lees), que faz a Rainha se tornar uma mãe super protetora ao extremo. Ela não aceita sua amizade com o filho da criada, e isso acaba causando um desconforto enorme na relação familiar, que se transforma em um barril de pólvora pronto a explodir.


A segunda estória acompanha o Rei de Strongcliff (Vincent Cassel), dado a orgias e excessos, que se apaixona por uma mulher que ele ouve cantar através da janela de seu palácio. Apaixonado por sua voz, ele acredita se tratar de uma jovem e bela moça e passa a seguir seus passos, mas nem imagina que na verdade ela é Dora (Hayley Carmichael), uma idosa que vive trancafiada dentro de casa com sua irmã Imma (Shirley Henderson).

Inexplicavelmente, de um dia para o outro Dora volta a ter a aparência jovial de décadas atrás, e graças a isso, acaba conquistando definitivamente o coração do Rei que pede sua mão em casamento. Porém, novamente o filme mostra que tudo tem seu preço, e Dora precisa deixar de lado a irmã que faz de tudo para voltar a ter sua companhia.


A terceira e última trama é talvez a mais estranha e bizarra de todas (se é que isso é possível), e conta a estória do Rei de Highhillsque (Toby Jones) que cria uma fixação por uma pulga e passa a criá-la e alimentá-la como seu animal doméstico até que ela alcance um tamanho descomunal. 

Enquanto isso, sua filha Violet (Bebe Cave) sonha casar e sair de casa, e o Rei promete fazer uma aposta com todos os homens do reino para que um deles seja seu genro. Porém, quem ganha a aposta é um homem incrivelmente selvagem e boçal, que acaba levando a jovem princesa para morar em uma caverna no meio das montanhas. Com a ajuda de Circus Owner (Alba Rohrwacher) e seus filhos, Violet tenta escapar, mas a tarefa é muito mais difícil do que ela imaginava.


Reza a lenda que todos os contos de fadas famosos advém de histórias reais e trágicas, e o que Garrone faz aqui é simplesmente mostrar os contos como eles realmente deveriam ser, com muito sangue e passagens sombrias sim, mas principalmente muita ambição e ganância. Todos tinham desejos, mas para estes serem concedidos o custo foi alto, e cada um fez sua escolha e arcou com suas próprias consequências.

As histórias não se cruzam, apesar de serem contadas paralelamente, mas isso não faz o filme perder sua graça. A beleza visual é sem dúvida o que mais chama a atenção, mas todo o roteiro é construído com minúcia, e as atuações também são bastante competentes.


Por fim, só posso dizer que O Conto dos Contos é uma experiência única no cinema atual. Há muito tempo não sentia algo tão poderoso vindo de um filme, e fiquei bastante emocionado com o resultado final. Vale muito a pena dar uma conferida.


sábado, 19 de setembro de 2015

Crítica: Que Horas Ela Volta? (2015)


Eleito melhor filme pelo júri popular no festival de Berlim deste ano e aplaudido de pé no festival de Sundance, Que Horas Ela Volta? é a representação do cinema nacional em sua melhor forma, e já pode ser considerado um dos melhores filmes brasileiros da década. Com um olhar crítico sobre a sociedade e seus preconceitos velados, o longa estrelado por Regina Casé foge de qualquer esteriótipo do gênero e nos mostra uma história emocionante e extremamente humana.


Val (Casé) é uma pernambucana carismática que deixou sua terra natal para tentar a sorte em São Paulo. Há anos ela trabalha como empregada de uma família rica do Morumbi, onde mora no local e divide o tempo entre os afazeres domésticos e o cuidado com o filho da família, Fabinho (Michel Joelsas).

Certo dia, Val recebe o telefonema de sua filha Jéssica (Camila Márdila) que ela não vê há 10 anos, informando que está vindo para São Paulo para prestar o vestibular em uma importante faculdade e precisa de um lugar para ficar. Com o consentimento dos patrões, Val traz a filha para a casa deles até ela arrumar um lugar para alugar.

De forma espontânea, Jéssica vai adentrando na família questionando tudo que vê, desde valores e conceitos até o lugar de cada um. Ela é a figura que chega para desconstruir tudo o que Val achava certo, pois diferentemente da mãe, ela não aceita ser tratada como "inferior", e busca seu espaço de pescoço erguido e personalidade forte.


O filme aborda com muito bom humor essa relação que existe entre patrões e empregados, e foge de qualquer tipo de clichê que se poderia imaginar. Com extrema simplicidade, o enredo nos mostra que, mesmo que implícito, o preconceito entre classes sociais ainda é latente, e isso fica evidente por exemplo, quando Jéssica entra na piscina da casa e no dia seguinte a dona chama alguém para "desinfectar" a água com a desculpa de que teria entrado um rato.

Outro ponto interessante do filme é que grande parte das cenas se passam na cozinha da casa, com a câmera estática, deixando apenas uma fresta da porta para vermos o que acontece do lado de fora. Uma excelente perspectiva da visão que a empregada tem e do seu lugar na família, que gosta muito dela mas impõe os limites de onde ela pode ou não ir.



Tem ainda a questão entre Val e Fabinho. Como a mãe vivia para o trabalho, o menino acabou passando muito mais tempo da sua vida com a empregada do que com ela, e o nome do filme é justamente a pergunta que o garoto fazia quando era pequeno, sobre o horário que sua mãe voltaria para casa. Além disso, o nome em inglês também não poderia ser mais pertinente: The Second Mother (A Segunda Mãe), já que Val acabou sendo uma mãe para Fabinho, o que por motivos de sobrevivência, ela não conseguiu ser para Jéssica.

A escolha de Regina Casé não poderia ter sido mais acertada. Ela desempenha maravilhosamente o papel e transforma Val, com sua ingenuidade e coração grande, em uma das personagens mais incríveis do cinema nacional. Camila Márdila também está muito bem no papel de Jéssica, e o prêmio para as atuações das duas em Sundance foi mais do que merecido.


Por fim, Que Horas ela Volta? é um filme tão sincero que parece até um documentário. Muitos não vão gostar, mas uma das maiores riquezas do filme é mostrar o quanto o Brasil avançou na questão da desigualdade nestes últimos anos, principalmente ao mostrar a filha da empregada, nordestina e oriunda de escola pública, que com esforço conseguiu entrar para uma das melhores faculdades do país. Brilhante trabalho de Anna Muylaert.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Estreias da Semana (17/09 a 23/09)

Apenas quatro filmes entram em cartaz nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros e o principal destaque nas bilheterias deverá ser Maze Runner 2 - Prova de Fogo, sequência do sucesso lançado no ano passado. Os outros três filmes vem do continente europeu, e o destaque entre eles é o drama De Cabeça Erguida, que abriu o Festival de Cannes deste ano e foi bastante elogiado pela crítica presente. Da parceria entre o cinema alemão e o cinema israelense tem A Festa de Despedida, uma comédia que pretende mostrar a questão da eutanásia de forma bastante peculiar. Para fechar a lista tem o dinamarquês Tristeza e Alegria, que representou o país no último Óscar. Enfim, confira.


Maze Runner 2 - Prova de Fogo

Depois de enfrentar muitos desafios, Thomas (Dylan O'Brien) e seus amigos pensam que estão a salvo em uma nova realidade. Porém, eles são surpreendidos pelos Crancks, criaturas que querem devorá-los vivos, e para sobreviver precisam fazer uma travessia repleta de provas cruéis e desafiadoras, em um mundo devastado sem água nem comida.

Maze Runner: Scorch Trials, Estados Unidos, 2015.
Direção: Wes Ball
Duração: 110 minutos
Classificação: 14 anos
Ação / Suspense
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De Cabeça Erguida

Em sua infância, Malony (Rod Paradot) teve uma mãe desequilibrada e isso gerou reflexos na sua adolescência. Ele se tornou um jovem delinquente sem se preocupar com as consequências, o que o levou a um centro de recuperação onde passou a ter um tutor para ajudá-lo a tomar um rumo na vida.

La Tête Haute, França, 2015.
Direção: Emmanuelle Bercot
Duração: 120 minutos
Classificação: 14 anos
Drama
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A Festa de Despedida

Em Jerusalém, idosos de uma casa de repouso criam uma máquina de eutanásia para ajudar aqueles amigos que não aguentam mais viver. O aparelho faz o maior sucesso entre os velhinhos, mas eles precisam manter a discrição para não serem descobertos.

Mita Tova, Alemanha/Israel, 2015.
Direção: Sharon Maymon e Tal Granit
Duração: 95 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia
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Tristeza e Alegria

O cineasta Johannes (Jakob Cedergren) chega em casa e descobre que sua esposa Signe (Helle Fagralid), uma mulher emocionalmente frágil, matou sua filha de apenas nove meses. Ele está convencido da inocência dela e tenta evitar a condenação da mulher, e uma série de flashbacks podem ser a chave para a compreensão dessa tragédia.

Sorg og Glaede, Dinamarca, 2014.
Direção: Nils Malmros
Duração: 107 minutos
Classificação: 14 anos
Drama
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Crítica: Mais Perto da Lua (2014)


Exibido na 38ª mostra de cinema de São Paulo, mas ainda sem data de estreia comercial por aqui, Mais Perto da Lua (Closer to the Moon) do romeno Nae Caranfil mostra com extrema competência um caso real e bizarro que ocorreu na Romênia no final dos anos 1950, e já é para mim um dos melhores filmes do ano.



Estamos em Bucareste, capital da Romênia, e o ano é 1959. Um grupo de cinco judeus, que faziam parte da resistência comunista do país na época da Segunda Guerra Mundial, se reúnem após anos para realizar um ousado roubo a banco. A estratégia é genial: render os funcionários enquanto fingem para a população que tudo não passa da gravação de um filme de ação, em alta na época com a chegada do cinema americano na Europa.

Um ano depois do assalto, todos são presos pelo governo e condenados à morte. No entanto, antes de serem fuzilados, os cinco são forçados a reencenar o ato em frente às câmeras, em um falso filme de propaganda governamental. Quem fica responsável pelas filmagens é Virgil (Harry Lloyd), que na época do crime trabalhava como garçom em um restaurante local e partiu para a carreira do cinema justamente por se encantar com a falsa gravação de um ano antes, que ele imaginava ser real.



Sem mais nada a perder, os cinco resolvem encarar tudo com muito bom humor, e situações cômicas começam a acontecer. Enquanto o enredo nos mostra a gravação da reconstituição, aborda também, através de flashbacks, a vida dos membros do grupo antes dos acontecimentos. A personagem mais interessante é Alice (Vera Farmiga), uma mulher misteriosa que sempre foi a voz ativa do grupo apesar de Max (Mark Strong) ser o líder.

O mais legal do filme são as referências da época. O sonho de ver o homem chegar ao espaço é algo que passa pela cabeça de todos, e isso no final explica o porque do nome do filme. Os filmes famosos da época e os astros de hollywood que os europeus tratavam com admiração também são muito bem abordados na história. Tudo isso unido com a esperança de um mundo melhor, poucos anos depois da pior guerra da história.



Por fim, Mais Perto da Lua é uma comédia de humor negro com uma crítica sagaz sobre a situação européia pós-guerra. Com um roteiro super original, excelentes atuações e uma fotografia que encanta os olhos, é sem dúvida um grande achado do cinema neste ano.


Crítica: Nocaute (2015)


O cinema americano tem adoração por histórias de superação que envolvem algum tipo de esporte, e o boxe é uma das modalidades que mais ganharam espaço nas telas em todos estes anos. Como não lembrar por exemplo de Touro Indomável, clássico absoluto de Scorsese, da franquia de Rocky Balboa ou do oscarizado Menina de Ouro, do Clint Eastwood? Pois em 2015 o boxe volta aos cinemas em Nocaute (Southpaw), novo filme do diretor Antoine Fuqua (Dia de Treinamento / Lágrimas do Sol), roteirizado por Kurt Sutter (criador da série de televisão Sons of Anarchy).



Billy "The Great" Hope (Jake Gyllenhaal) é um boxeador de sucesso que vive em Nova Iorque com a esposa Maureen (Raquel McAdams) e a filha pequena Leila (Oona Laurence). Preocupada com a intensidade das lutas, que estão ficando cada vez mais violentas, Maureen consegue convencer Billy a se aposentar enquanto está no topo, e ele larga tudo para se dedicar em tempo integral à família.

Quando o casal vai participar de um evento beneficiente numa entidade pela qual eles tem um grande carinho, uma enorme tragédia acaba acontecendo após se encontrarem com Miguel "Magic" Escobar (Miguel Gomez), um famoso boxeador que tem um forte ressentimento com Billy por nunca ter sido aceito para uma luta.



A partir desta fatídica noite, a vida de Billy desaba. Desesperado e se sentindo culpado pelos acontecimentos, ele chega literalmente ao fundo do poço, passando a viver de aluguel após vender a casa, além de trabalhar como faxineiro numa academia gerenciada por Titus "Tick" Wills (Forest Whitaker). 

Aos poucos, Titus vai convencendo Billy a retornar ao ringue, e a grande chance surge quando seu antigo agente, Jordan Mains (50 Cent), consegue uma luta justamente contra o algoz Escobar. Enquanto luta para se reerguer profissionalmente, Billy ainda precisa brigar na justiça pela guarda de sua filha, que ele perdeu após se envolver em inúmeras confusões. 



Apesar das qualidades técnicas, o enredo segue um clichê básico dos filmes do gênero, e essa falta de ousadia acaba deixando o resultado final previsível e abaixo do esperado. O que salva o filme é a atuação extremamente competente de Jake Gyllenhaal, que mais uma vez prova ser um dos melhores atores desta nova geração. A trilha sonora de James Horner, que faleceu antes de ver o filme pronto e recebeu uma homenagem no crédito final, também é um dos pontos altos do filme.

Por fim, Nocaute peca justamente por não trazer nenhuma novidade, mas para quem gosta do gênero, não deixa de ser uma boa pedida. Principalmente pela veracidade impressionante das cenas em cima do ringue, que deve deixar os amantes do boxe hipnotizados.


domingo, 13 de setembro de 2015

Os Vencedores do Festival de Veneza 2015


Terminou neste sábado (12) a 72ª edição do Festival de Veneza, o mais antigo do mundo, e quem se saiu bem desta vez foi o cinema da América Latina. O grande vencedor do Leão de Ouro foi o venezuelano Desde Allá, do diretor Lorenzo Vigas, que conta a história de um homem de meia-idade, homossexual, que vaga pelas ruas de Caracas em busca de jovens amantes. Outro latino premiado foi o diretor argentino Pablo Trapero, por seu trabalho em El Clan. 

O outro prêmio importante da noite foi para a animação Anomalisa, de Charlie Kaufman e Duke Johnson, que recebeu o Grande Prêmio do Júri, presidido este ano pelo mexicano Alfonso Cuarón. O Brasil também marcou presença na premiação. Boi Neón, de Gabriel Mascaro, foi eleito melhor filme na Mostra Orizzonti, paralela à mostra principal. Enfim, confira a lista dos vencedores abaixo:


Diretor Lorenzo Vigas recebendo o Leão de Ouro pelo filme Desde Allá.

Leão de Ouro
Desde Allá (Venezuela)

Grande Prêmio do Júri
Anomalisa (EUA)

Melhor Diretor
Pablo Trapero, por El Clan

Melhor Ator
Fabrice Luchini, por L'Hermine

Melhor Atriz
Valeria Golino, por Per Amor Vostro

Prêmio Especial do Júri
Abluka (Turquia)

Melhor Filme - Mostra Orizzonti
Free in Deed, de Jake Mahaffy


Prêmio do Júri - Mostra Orizzonti
Boi Neón, de Gabriel Mascaro

Melhor Diretor - Mostra Orizzonti
Jake Mahaffy, por Free in Deed


Prêmio Marcello Mastroianni de Revelação
Abraham Attah, por Beasts of no Nation

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Estreias da Semana (10/09 a 16/09)

Nove filmes entram em cartaz nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros. O grande destaque da semana fica por conta do longa Nocaute, dirigido Antoine Fuqua e protagonizado por Jake Gyllenhaal, que traz um tema que Hollywood adora: um boxeador em decadência que busca na família o apoio para se reerguer. Outros destaques dos Estados Unidos são a comédia Férias Frustadas, remake do clássico de 1983, e o filme de ação Carga Explosiva - O Legado, quarta sequência da franquia de sucesso que pela primeira vez não conta com Jason Statham no papel principal.

Da parceria entre França e Itália tem A Sapiência, novo filme do diretor Eugène Green, mas o grande destaque europeu é o novo filme do polêmico diretor Gaspar Noé, Love, que promete trazer o sexo ao cinema de uma forma nunca antes vista, e em formato 3D. Fecham a lista quatro filmes brasileiros, com destaque para Infância, protagonizado pela veterana Fernanda Montenegro, e Pequeno Dicionário Amoroso 2, sequência do filme lançado em 1997. Confira:

Nocaute

O boxeador profissional Billy Hope (Jake Gyllenhaal) é um dos grandes nomes do seu esporte. Apesar da glória alcançada, sua vida pessoal está em frangalhos devido a uma tragédia recente. Ele então se vê forçado a encarar os problemas de frente em busca de redenção.

Southpaw, Estados Unidos, 2015.
Direção: Antoine Fuqua
Duração: 123 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
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Carga Explosiva - O Legado

Frank Martin (Ed Skrein) é um motorista impecável que segue três regras básicas: nunca mudar o acordo firmado, não falar nomes e jamais abrir uma carga. O próximo serviço dele é levar três mulheres até um lugar, mas logo elas começam a dar trabalho para ele, que se vê preso em uma rede de chantagem.

The Transporter Refueled, Estados Unidos, 2015.
Direção: Camille Delamarre
Duração: 95 minutos
Classificação: 14 anos
Ação / Suspense
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Férias Frustradas

Quando adolescente, Rusty (Ed Helms) e sua família atravessaram os Estados Unidos para conhecer o parque de diversões Walley World, na Califórnia. Mais de trinta anos depois, ele surpreende sua esposa, Debbie (Christina Applegate) e seus dois filhos com uma viagem ao mesmo parque.

Vacation, Estados Unidos, 2015.
Direção: John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein
Duração: 99 minutos
Classificação: 14 anos
Aventura / Comédia
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A Sapiência

O arquiteto Alexandre Schmid (Fabrizio Rongione) se sente perturbado pela falta de inspiração e resolve partir numa viagem para se inspirar no trabalho do seu ídolo, Francesco Borromini. Sua esposa (Christelle Prot) decide ir junto, e quando os dois conhecem os irmãos Goffredo (Ludovico Succio) e Lavinia (Arianna Nastro), começam a viver uma série de experiências que irão mudar suas vidas.

La Sapienza, França/Itália, 2015.
Direção: Eugène Green
Duração: 104 minutos
Classificação: 12 anos
Drama
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Love

A trama acompanha Murphy (Karl Glusman), um estudioso de cinema dos Estados Unidos que vai em viagem rumo à Paris. Acompanhado da namorada, Electra (Aomi Muyock), ele conhece a jovem Omi (Klara Kristin),e o romance do casal acaba sendo estremecido.

Love, Bélgica/França, 2014.
Direção: Gaspar Noé
Duração: 134 minutos
Classificação: 18 anos
Drama
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Infância

No Rio de Janeiro de 1950, a casa da matriarca Dona Mocinha (Fernanda Montenegro) tem um dia agitado. Enquanto o neto procura por seu cachorro desaparecido, o restante da família divide o tempo entre conversas inflamadas sobre problemas pessoais e o governo de Getúlio Vargas.

Infância, Brasil, 2015.
Direção: Domingos de Oliveira
Duração: 104 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia
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Pequeno Dicionário Amoroso 2

Depois de se separarem, Gabriel (Daniel Dantas) e Luiza (Andrea Beltrão) seguiram suas vidas conhecendo novas pessoas e alimentando outras expectativas. Dezesseis anos depois, mesmo aparentemente felizes em seus relacionamentos, o interesse entre os dois renasce depois de um reencontro inesperado.

Pequeno Dicionário Amoroso 2, Brasil, 2015.
Direção: Sandra Werneck
Duração: 107 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia / Romance
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Um Filme Francês

Cléo (Patrícia Nidermeier) é uma diretora de cinema que está planejando o seu primeiro filme. Ela é fascinada pelo movimento francês Nouvelle Vague, em especial pelos longas de Jean-Luc Godard e François Truffaut, e se inspira nessa onda para contar uma história de amor.

Um Filme Francês, Brasil, 2015.
Direção: Cavi Borges
Duração: 85 minutos
Classificação: N/C
Drama
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Eu Nunca

O avô de Thiago (Francisco Miguez) e Guilherme (Kauê Telloli) acaba de morrer. Incomodados com o clima de tristeza, os dois vão para o sítio da família onde iniciam um jogo de sedução junto com a amiga Priscila (Samya Pascotto).

Eu Nunca, Brasil, 2015.
Direção: Kauê Telloli
Duração: 71 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
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